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miguel Farias

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PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

VOAMOS PARA A TV´PERNAMBUCO E TEMOS NOVO BLOG AQUI NO SPACE: http://liberdadedeexpressao2008.spaces.live.com/ ESPERO SUA VISITA!
May 25

CRESCEM AS AMEAÇAS À LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA INTERNET

http://txt.estado.com.br/editorias/2008/05/24/eco-1.93.4.20080524.30.1.xml
Crescem as ameaças à liberdade na internet Países usam a tecnologia e a força para impedir a livre expressão Renato Cruz, NEW HAVEN As iniciativas de controle da internet por governos aumentam em todo o mundo. A OpenNet Initiative - uma parceria entre a Universidade de Toronto, Harvard, Cambridge e Oxford - identificou que pelo menos 24 países praticam hoje algum tipo de filtragem da rede mundial, bloqueando conteúdo considerado inadequado. Em 2002, eram somente dois. “A internet é uma força para a abertura da sociedade”, afirmou Karin Karlekar, editora da Freedom of the Press, pesquisa anual da Freedom House sobre liberdade de imprensa. “Por causa disso, vários governos estão expandindo seus métodos para controlar e monitorar a internet.” Karin participou ontem do evento Computers, Freedom, and Privacy 2008. O Brasil é considerado parcialmente livre, na pesquisa Freedom of the Press. Mesmo com as garantias constitucionais de liberdade de expressão e de imprensa, tem havido decisões judiciais que punem a divulgação de notícias contra políticos e pressões de grupos criminosos contra a imprensa. “Não há restrições à internet (no Brasil)”, diz o relatório. “Existem muito pouca, se houver alguma, restrição à liberdade da internet nas Américas”, disse Karlekar. “A exceção é Cuba.” Apesar disso, a editora da Freedom of the Press apontou que está havendo uma pequena mudança, com alguns blogueiros cubanos que conseguiram furar o controle estatal. O acesso, no entanto, continua a ser um problema sério em Cuba. “Ainda é quase impossível conseguir um computador. A internet é muito restrita.” A dificuldade de acesso pode ser uma ferramenta importante para a censura na rede. “A forma mais efetiva de controle de internet é impedir que as pessoas tenham acesso, como em Cuba e na Coréia do Norte”, afirmou Robert Faris, pesquisador da OpenNet Initiative. “O Vietnã justifica a filtragem como uma forma de proteger as crianças da pornografia. Na prática, eles bloqueiam conteúdo político e a maioria da pornografia ainda está disponível.” A Ásia tem países onde a internet é extremamente livre, como Coréia do Sul, Japão e Taiwan, e países onde ela é extremamente controlada, como China, Coréia do Norte e Mianmar. No ano passado, Mianmar chegou a cortar toda a conexão com a internet, como uma forma de conter os protestos contra a ditadura militar. A China tem uma política nacional de filtragem da internet, chamada Projeto Escudo Dourado. Internacionalmente, o sistema foi apelidado de Grande Firewall da China. Firewall é o nome da tecnologia que permite o bloqueio de conteúdo da internet. O alvo do sistema são conteúdos que questionem a autoridade governamental ou que incentivem o descontentamento social. “De 26 jornalistas presos na China, 18 estão atrás das grades por causa de atividades relacionadas à internet”, apontou Robert Dietz, coordenador do Programa para a Ásia do Comitê de Proteção aos Jornalistas. Na maioria dos países, os provedores de acesso recebem uma lista do governo com os sites que precisam ser bloqueados. Essa estratégia não funciona muito bem, porque pode haver diferenças de acesso de um provedor para outro. “Existem exceções, como a Arábia Saudita e Marrocos, onde o controle é centralizado na operadora estatal de telecomunicações”, disse Faris. O jornalista viajou a convite da Universidade de Yale

AFRICANOS RESPEITADOS POR SEUS VALORES

   
 
   Luanda - Domingo, 25 de Maio de 2008 - 17:10 ANGOLA | ANGOP | PESQUISA | FALE CONNOSCO   
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Africanos cada vez mais respeitados no mundo

 

Luanda, 25/05 – Os africanos são actualmente mais respeitados no mundo pelos seus valores, apesar de alguns problemas ainda existentes no continente, advogou sábado, em Luanda, o director em exercício para África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores (Mirex), Miguel Bombarda.

Em entrevista exclusiva à Angop, a propósito do 25 de Maio, data em que se comemora o Dia de África, apontou que tal respeito e valorização do homem africano subjaz dos ideais da criação da Organização de Unidade Africana (OUA), em 1963.

Referiu que a data que hoje se assinala deve servir para os mandatários africanos reflectirem sobre o que foi feito e o que ainda há por fazer-se, sobretudo em relação aos novos desafios que se apresentam.

Miguel Bombarda salientou que a OUA, ao contrário dos movimentos panafricanistas surgidos depois do fim da II Guerra Mundial, tinha já como base a representação dos interesses colectivos de África.

Argumentando, explicou que os movimentos panafricanistas priorizavam a questão da negritude e defendiam o princípio da África para os negros, enquanto a OUA apresentava um pensamento mais evoluído, definindo, entre os seus objectivos, uma África para os africanos, independentemente da cor da pele.

Miguel Bombarda disse acreditar que este princípio, sobre o qual trabalhou a OUA de 1963 a 2001, permitiu o alcance de vitórias significativas para o continente e a convivência entre os seus cidadãos.

Fruto da evolução contemporânea, em 2002 vimos surgir a União Africana (UA), com objectivos mais abrangentes, virados a criação do bem-estar de todos os africanos, com o seu desenvolvimento económico, político e social.

Para o responsável, esta transformação permitiu estabelecer nova estratégia para o continente, circunscrita na utilização dos recursos naturais em proveito dos seus filhos, facultando o acesso à educação, saúde e outros benefícios sociais, indo de encontro aos desafios da modernidade.

É neste contexto, aquiesceu, que a UA desenvolve programas específicos no quadro da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (Nepad), cuja atenção especial está virada, nesta fase, para a integração do continente por regiões, com tendência evolutiva para o global.

Miguel Bombarda apontou a integração económica como prioridade, para posterior união política, criadas as premissas reais em etapas que contribuirão para a elevação do nível social e económicos dos países, evitando-se assimetrias bastante acentuadas.

Exemplificou com o que se passou noutros continentes, como a Europa, que passou pela Sociedade do Carvão, do Aço, a CEE, até a actual União Europeia.

Em África, nos últimos anos, verificam-se vários sinais positivos, como a realização de eleições periódicas, destinadas a legitimação dos poderes constitucionais, melhoria do exercício dos aparelhos governativos, transparência na gestão da coisa pública e a redução das tomadas de poder pela força, o que considerou como aspectos que significativos de progresso e respeito à vontade do Povo.

Considerou a necessidade das políticas externas dos estados evoluirem a ponto de permitir a transformação dos desafios da globalização em oportunidades.

Neste sentido, para Miguel Bombarda, organizações regionais como a SADC, CEDEAO, entre outras, jogam um papel importante, já que podem actuar na prevenção, gestão e resolução de conflitos, factores desestabilizadores do sistema social, que entravam o desenvolvimento.

À 25 de Maio de 1963, recorde-se, 32 líderes de países recém independentes decidiram-se pela criação da Organização de Unidade Africana, em Adis Abeba (Etiópia), tendo a data sido adoptada como Dia de África.

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November 17

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - GRAFITAGEM


DIA 20 DE JULHO DE 2007, NA TV NOVA - CANAL 22, NET 48 OU 58 E CABO MAIS CANAL 20, ÀS 19H15, O PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, APRESENTADO POR MIGUEL FARIAS, CONVERSOU SOBRE
GRAFITAGEM
FORAM CONVIDADOS OS GRAFITEIROS LEO GOSPEL E MARCELA CASTRO, O CHÊ, QUE NÃO COMPARECEU, A ARTISTA PLÁSTICA TEREZA NEUMA, GERENTE DE FORMAÇÃO DO MAMAM E O GERENTE DE FORMAÇÃO DA PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE, ANDRÉ AQUINO

MIGUEL FARIAS, ANDRÉ AQUINO, MARCELA CASTRO E TEREZA NEUMA

ANDRÉ AQUINO, MARCELA, LEO GOSPEL, TEREZA NEUMA E MIGUEL FARIAS ANDRÉ, MARCELA, LEO, TEREZA E MIGUEL ANDRÉ, MARCELA, LEO, TEREZA E MIGUEL ANDRÉ AQUINO É GERENTE DE FORMAÇÃO EM ARTES VISUAIS DA PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE O LEO GOSPEL É GRAFITEIRO E TEM LOJA DE GRAFFITI, TATOO E PIERCING. GRAFITA CAMISAS, CALÇAS, BERMUDAS, VNDE BONÉS CUSTOMIZADOS, PITOS, CANETÕES, STICKERS, VÍDEOS, DVD'S, SPRAYS, REVISTAS, VINIL, CD'S NA LOJA 33. FONE 30774867 LÁ NA RUA DO HOSPÍCIO, 187´-EDF. BATISTA, 4o. ANDAR

www,fotolog.com/loja33MARCELA CASTRO É GRAFITEIRA E GOSTA DE TRABALHAR PARA CRIANÇAS, ESPECIALMENTE LEVANDO MENSAGENS BÍBLICAS. ELA TAMÉM PODE SER CONTACTADA NA LOJA 33 DO LEO GOSPEL TEREZA NEUMA É ARTISTA PLÁSTICA, TEM UM TRABALHO COM INTERVENÇÕES E É GERENTE DE FORMAÇÃO DO MUSEU DE ARTE MODERNA ALUÍSIO MAGAÇHÃES - MAMAM - ONDE ESTÁ SENDO REALIZADA A EXPOSIÇÃO " ESTÉTICA DA PERIFERIA " - DIÁLOGOS URGENTES MATEUS DOS PRAZERES QUE ESTÁ OPERANDO A CÂMERA E O JAHM BEZERRA, ASSISTENTE DE PRODUÇÃO DO PROGRAMA MATEUS NUMA FOTOGRAFIA DO GREGÓRIO MATEUS E GREGÓRIO, QUE ATUAM COMO ASSISTENTES DE PRODUÇÃO, CÂMERA E O GREGÓRIO NA DIREÇÃO DE IMAGEM JUNTO COM O JUNIOR JUNIOR, OPERADOR DO MASTER DA TV NOVA ADEMAR PAULO LÁ NA EDIÇÃO NO ESTÚDIO DA TV NOVA JAHM BEZERRA AÍ NA FRENTE E JORGE, ASSISTENTES DE PRODUÇÃO

GRAFITE OU GRAFFFITI

Grafite ou Graffiti (do italiano graffiti, plural de graffito) significa "marca ou inscrição feita em um muro", e é o nome dado às inscrições feitas em paredes desde o Império Romano. Trata-se de um movimento organizado nas artes plásticas, em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Apareceu no final dos anos 70 em Nova York, como movimentos culturais das minorias excluídas da cidade. Com a revolução contracultural de maio de 1968, surgiu nos muros de Paris, as primeiras manifestações. Os grafiteiros querem divulgar uma idéia. Graffiti é a designação para a pinturas feitas em muros e paredes na rua. O graffiti salta aos olhos nos grandes centros urbanos. É considerado por muitos como um ato de vandalismo, uma vez que suja as paredes de inúmeros edifícios, muitas vezes edíficações históricas. O graffiti está ligado a movimentos como o movimento hip-hop. Enquanto para as mentes manipuladoras tentam passar a imagem de que os seguidores desses movimentos tentam mascarar impulsos de vandalismo com discursos de vitimização, na realidade esta expressão legítima é utilizada como veículo para se revelar realidades oprimidas, realidades essas sem força perante pressões governamentais por vias políticas. Desta forma, o que é vandalismo para muitos é um considerável instrumento de protesto contra as condições das classes menos previlegiadas para outros que nesta expressão encontram forma de obrigar a cidade a contemplar a sua miséria.
Termos e gírias
writter - artísta que pinta graffitis. pixação - forma de graffiti criado em São Paulo, com caligrafia específica, e suas próprias regras. É totalmente independente do graffiti hip-hop, sendo ainda a forma de graffiti mais praticada na capital paulista. bebs - bonecos que adornam ou compõem os grafitis. bite - dar bites, imitar o estilo gráfico de outro. bombing - grafite que se realizam rapidamente, pouco adornados e com letras pouco elaboradas, geralmente arredondadas. caps - cápsulas que se colocam na saída das latas de spray. Existem caps específicos para cada tipo de traço pretendido. crew - conjunto de writters que usualmente pintam juntos, existindo nos seus trabalhos uma assinatura ou sigla que identifica esse colectivo. cross-out (ou cross) - pintar algo (traço, tag ou desenho) sobre um trabalho alheio. detonado - local ou parede cheia de bombing. fill-in - preenchimento (simples ou elaborado) do interior das letras de um throw-up ou piece. hot - parede ou zona repleta de graffitis; zona de grande risco para os writters fazerem o seu trabalho. kings - writter experiente, grande número de trabalhos realizados. O contrário de toy. outline - contorno das letras desenhadas. piece - grafite em cores, bastante elaborado. Normalmente constituído por fundos trabalhados, letras estilizadas e adornadas com caracteres. queimar spots - cobrir uma parede ou uma zona com trabalhos de pouca qualidade. tag - assinatura do writter. taggar - escrever a tag do writter junto a sua obra simplesmente para marcar o sitio em questão. toy - writter inexperiente. O contrário de king. throw-up - actividade do writter quando este se limita a tagar paredes. wall of fame - muro de grandes dimensões pintado com uma sequência longa de pieces. wild style - graffiti caracterizado por uma forte estilização das letras, tornando-o praticamente ilegível. degrade - mudança de cores nos pieces, geralmente do branco a uma cor escura. chock wave - modo de pintar um piece, usando gradualmente, ondas dentro dele. spot - lugar onde se pratica graffiti pico do bom - lugares onde são bons para os writters fazerem seu trabalho, tranquilamente fazer seu piece. vem buscar u que é teu, juro nao me canso de esperar
A ESTÉTICA DA PERIFERIA CHEGOU EM RECIFE
E visa fazer um recorte da estética dos subúrbios recifenses, assim como foi feito no Rio de Janeiro. A etapa de Recife tem, além do apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e patrocínio da Petrobras, o co-patrocínio do Governo de Pernambuco e apoio da Prefeitura do Recife. Equipes formadas por jovens arquitetos, designers, estudantes e membros de redes de ações comunitárias fizeram mais de duas mil fotos de objetos e soluções criativas encontradas na periferia da cidade. Um seminário realizado em maio, na Livraria Cultura do Recife, sob coordenação da pesquisadora Heloisa Buarque de Hollanda, forneceu as bases para o mapeamento cultural. O evento contou com a participação de Felipe Machado - coordenador dos Pontos de Cultura no Nordeste - e abordou temas como Novas Estéticas.
Projeto no Rio Em julho de 2005, foi realizada a mostra do projeto no Rio de Janeiro. Foram expostas fotos do universo funk carioca, brinquedos de arte popular de um artesão do bairro de Santa Teresa, mobiliário assinado por alunos da ONG Spetaculu e outros artefatos representativos da realidade dos subúrbios da cidade. A curadoria ficou sob responsabilidade do cenógrafo Gringo Cardia, que dá continuidade à etapa do Recife. Museu - O Mamam foi instalado em 1981, como Galeria Metropolitana de Artes do Recife. No ano seguinte, com a morte de Aloísio Magalhães, a Galeria foi batizada com o nome do artista. Em 1987, tornou-se Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães. O prédio é do Século XIX e também já foi sede do Clube Internacional e da Prefeitura do Recife. Em seu acervo há obras de Francisco Brennand, João Câmara, Alex Flemming, Jobalo, Rivane Neuenschwander, Ernesto Neto, Regina de Paiva, Carlos Melo, Gil Vicente e outros grandes artistas. Informações: (81) 3423-3007. (Renato Paiva)(Comunicação Social/MinC)
EXPOSIÇÃO ESTÉTICA DA PERIFERIA
CURADORIA

Gringo Cardia

A exposição tem por objetivo cobrir a visualidade do estilo e a linguagem cultural da periferia do Rio de Janeiro, retratando sua maneira própria de estar antenada ao mundo da mídia e da moda de forma antropofágica, transformadora, criativa com sua realidade econômica. O subúrbio do Rio de Janeiro é um grande inventor de modas, como funk, a maneira de vestir e o próprio design favela, festejado por importantes arquitetos e designers. A idéia da exposição é mapear algumas dessas visões criativas em 4 campos – arquitetura; artes visuais; desenho industrial; e moda e comportamento.
SEMINÁRIO ESTÉTICA DA PERIFERIA - Inclusão Cultural e Cidadania Local: COLÉGIO BRASILEIRO DE ALTOS ESTUDOS / UFRJAv. Rui Barbosa, 762 - Flamengo - Rio de Janeiro RJ(anexo ao antigo prédio da CEU - Casa do Estudante Universitário)
EXPOSIÇÃO NO CENTRO CULTURAL CORREIOS NO RIO DE JANEIRO O Centro Cultural Correios promoveu, a exposição Estética da Periferia. A mostra reúnindo a diversidade criativa individual e de grupos periféricos do Rio de Janeiro em arquitetura, artes visuais, design e moda e comportamento. Na abertura, haverá também o lançamento no Brasil do projeto da revista internacional COLORS sobre a Rocinha, com fotografia, um documentário e
Com consultoria do AfroReggae, da Central Única das Favelas (Cufa), do Hutuz e do Nós do Morro, a exposição traz um panorama da produção periférica nas artes visuais, na arquitetura, moda e comportamento e no design, através de fotografia, pintura, escultura, graffiti, colagem, estilo, peças de mobiliário, pintura de letras, instrumentos musicais, entre outras expressões.

/Cod=1804 Assista este filme

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - TATOO - ARTE NA PELE

NO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO DO DIA 13 DE JULHO DE 2007, VEICULADO NA TV NOVA, CANAL 22, MIGUEL FARIAS CONVERSARÁ COM TATUADORES SOBRE ESSA ARTE ANTIGA QUE, PROVAS ARQUELÓGICAS CONFIRMAM, FORAM FEITAS NO EGITO ENTRE 4000 E 2000 a.C. E TAMBÉM POR NATIVOS DA POLINÉSIA, FILIPINAS, INDONÉSIA E NOVA ZELÂNDIA (MAORI) QUE TATUAVAM-SE EM RITUAIS LIGADOS A RELIGIÃO. CONTRASTANDO COM A BELEZA DA TATUAGEM, NOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO OS JUDEUS ERAM MARCADOS COM NÚMEROS DE SÉRIE OU OUTRAS IDENTIFICAÇÕES, NO PERÍODO NAZISTA. OS ALEMÃES TAMBÉM TINHAM GRAVADOS EM SEUS CORPOS OS TIPOS SANGUÍNEOS, O QUE ACABOU DE FACILITAR A IDENTIFICAÇÃO DOS NAZISTAS NO PERÍODO PÓS GUERRA.
  
  
CONVIDADOS

EVANDRO TATOO RD (EVANDRO LIRA)

TATUADOR E ARTISTA PLÁSTICO - FONE: 88059719

TADEU BORJA

TATUADOR E ARTISTA PLÁSTICO - FONE: 91131011

CAROLINA E IGOR

COORDENADORES DA PARABOLICA TATOO - FESTA DE LANÇAMENTO DA SÉRIE DE TATOOS REGIONAIS

OS MENINOS VÃO FAZER TATOO AO VIVO E AINDA TEM O SOM DA MARIANA CASTRO, ESSA LINDINHA AÍ EMBAIXO NA FOTO, ACOMPANHADA PELO VIOLÃO DO FILIPE MARQUES Image Hosted by ImageShack.us Shot at 2007-08-08

FOTOS DO PROGRAMA
TATUAGEM - TATOO - ARTE NA PELE

MIGUEL FARIAS - APRESENTADOR DO LIBERDADE

TADEU BORJA - TATUADOR

EVANDRO TATOO

CAROL BONECA TATOO - TATUADORA

IGOR TATOO
MIGUEL, IANDRA E KIZZY MIGUEL, ROBERTA (ASSESSORA DE IMPRENSA DA PARABÓLICA) IANDRA E TUPY MIGUEL EM AÇÃO TADEU, LUIZ, IGOR E CAROL CAROL, EVANDRO, LUIZ, GUGA NINJA, PAULO E TADEU BORJA CAROL, IGOR, LUIZ, PAULO E TADEU BORJA TADEU, QUE FILMOU O MAKE OFF CAROL, IGOR, LUIZ E GUGA NINJA DETALHE DA TATOO DE IANDRA - 2o. LUGAR EM CONVENÇÃO - DE AUTORIA DE EVANDRO TATOO IANDRA E TATOO PREMIADA DE EVANDRO PAULO E TATOO PREMIADA DE EVANDRO TATOO DE PERNA EM IANDRA, DE AUTORIA DO EVANDRO MARIANA CASTRO, NA CÂMERA, TADEU BORJA, PAULO SOB A MIRA DO PAULO ADEMAR NOVAMENTE TADEU BORJA E A TURMA ESTANDARTE DO BLOCO DOS TATUADORES E TATUADOS - OLINDA NOSSO GREGÓRIO DO CENTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR MARIA DA CONCEIÇÃO, ASSISTENTE DE PRODUÇÃO. MATEUS ESTAVA DOENTINHO IMAGEM DO JAHM BEZERRA QUE AJUDOU NA PRODUÇÃO DO PROGRAMA E TADEU, QUE CONDUZIU O MAKE OFF
EQUIPE TODA EM AÇÃO AS MENINAS QUE ESTAVAM NA COMITIVA DE EVANDRO E TADEU BORJA O GRANDE ADEMAR... ADEMAR, TADEU BORJA E MARIANA CASTRO A EQUIPE QUE MANDOU BEM NO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
O PROGRAMA SOBRE TATOO FOI MUITO LEGAL. A EQUIPE E CONVIDADOS ESTAVAM NUMA SINTONIA PERFEITA COM MIGUEL E TODOS TIVERAM UM EXCELENTE DESEMPENHO. TODOS FALARAM SOBRE SEUS TRABALHOS E AINDA TEVE A APRESENTAÇÃO DO ESTANDARTE DO BLOCO DOS TATUADORES E TATUADOS, QUE COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, SAI NO CARNAVAL DE OLINDA. ESTAVAM PRESENTES OS TATUADORES EVANDRO TATOO, DE RIO DOCE, CAROL E IGOR QUE TÊM ESTÚDIO NO SHOPPING BOA VISTA, NO SALÃO DO EDELSON, TADEU BORJA, QUE TEM ESTUDIO NO EDF. IGARASSU, NA PRAÇA DO CARMO. TAMBÉM FORAM O LUIZ, O PAULO E O GUGA NINGA, QUE FAZEM PARTE DA DIRETORIA DO BLOCO DOS TATUADORES E TATUADOS, JUNTO COM O EVANDRO
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SONG SOON CHUNG "Tenho orgulho de ter essa pintura no meu corpo. Posso apreciá-la todos os dias e pro resto da minha vida", diz Song Soon Chung. "Quando vêem minha tatuagem, as pessoas ficam com ciúmes." "Essa tatuagem representa a vida de um imperador chinês", diz o tatuador Andy Shou. "A vida dele era muito dramática, cercada por felicidade e tristeza extremas. Demorei cem horas para terminar esse trabalho."
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A FÊNIX
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A tatuagem (também referida como tattoo na sua forma em inglês) é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do Mundo. Trata-se de um desenho permanente feito na pele humana, é tecnicamente uma aplicação subcutânea obtida através de introdução de pigmentos por agulhas, um procedimento que durante muitos séculos foi irreversivel. A motivação para os colecionadores dessa arte é ser uma obra de valor eterno.
 
Origem Existem muitas controvérsias e curiosidades sobre a real origem das tatuagens. Alguns dados são importantes de serem verificados. A tatuagem atrai jovens e adultos de grandes metrópoles do mundo todo atualmente, assim como as tatuagem não definitiva (henna), as tatuagens manuais tribais e as pinturas corporais faziam parte da cultura brasileira desde antes da chegada dos exploradores europeus. Existem muitos historiadores que acreditam que surgiu em algum ponto do mundo e se espalhou, enquanto muitos outros acreditam que ela surgiu em vários lugares ao mesmo tempo. Certamente a história da tatuagem sempre esteve ligada a história da evolução do homem. Um fato muito cogitado é que os homens da pré-história se orgulhavam das cicatrizes propositais, pois elas eram sinônimo de coragem. As tatuagens também foram usadas para marcar os momentos da vida biológica (nascimento, maturidade sexual), registrar os fatos da vida social (tornar-se guerreiro, sacerdote, casar-se,etc) para pedir proteção ao sobrenatural e curiosamente também foi usada como tratamento medicinal por curandeiros.
 
Provas arqueológicas Existem muitas provas arqueológicas que afirmam que tatuagens foram feitas no Egito entre 4000 e 2000 a.C. e também por nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia (maori),tatuavam-se em rituais ligados a religião . A Igreja Católica na Idade Média baniu a tatuagem da Europa (Em 787, ela foi proibida pelo Papa), com o argumento de que era “coisa do demônio”, assim procedendo com a intenção de ocultar antigas culturas e costumes,introduzindo a sua doutrina de uma forma quase ditatorial. Qualquer cicatriz, má formação ou desenho na pele não era visto com bons olhos . No século XVIII, porém, a tatuagem se tornou bastante popular entre os marinheiros, particularmente aqueles que navegaram os mares do sul. O termo tatuagem, pelo francês tatouage e, por sua vez, do inglês tattoo, tem sua origem em línguas polinésias (taitiano) na palavra tatau; e supõe-se que todos os povos circunvizinhos ao Oceano Pacífico possuíam a tradição da tatuagem além das dos Mares do Sul. James Cook O pai da palavra "tattoo" que conhecemos atualmente foi o capitão James Cook (também descobridor do surf), que escreveu em seu diário a palavra "tattow", também conhecida como "tatau"(era o som feito durante a execução da tatuagem,onde se utilizavam ossos finos como agulhas e uma espécie de martelinho para introduzir a tinta na pele). Com a circulação dos marinheiros ingleses a tatuagem e a palavra Tattoo entraram em contato com diversas outras civilizações pelo mundo novamente.Porém o Governo da Inglaterra adotou a tatuagem como uma forma de identificação de criminosos em 1879, a partir daí a tatuagem ganhou uma conotação fora-da-lei no Ocidente.
 
Aparelho elétrico para se fazer tatuagens. Tatuagem contemporânea no tornozelo. Em 1891, Samuel O’Reilly desenvolveu um aparelho elétrico para fazer tatuagens, baseado em outro aparelho extremamente parecido que havia sido criado e patenteado pelo próprio Thomas Edison para marcar couro. Durante a Segunda Guerra Mundial, a tatuagem foi muito utilizada por soldados e marinheiros, que gravavam o nome da pessoa amada em seus corpos.
Brasil No Brasil, a tatuagem elétrica é uma arte muito recente, surgiu em meados dos anos 60 na cidade portuária de Santos e foi introduzida pelo dinamarquês "Knud Harld Likke Gregersen" também conhecido como Lucky Tattoo, que teve sua loja nas proximidades do cais, onde na época era a zona de boemia e prostituição da cidade de Santos. Isto contribuiu bastante para a disseminação de preconceitos e discriminação da atividade. A localização da loja era zona de intensa circulação de imigrantes embarcados, muitas vezes bêbados, arruaceiros e envolvidos com drogas e prostitutas; gerando um estigma de arte marginal que perdurou por décadas. Hoje em dia, graças a circulação de informação pela televisão e por meios de comunicação como a internet, a tatuagem vem atingindo todas as camadas das populações brasileiras sem distinções.
Tempo para execução O tempo gasto na execução de uma tatuagem dependerá da habilidade do tatuador, da disposição do cliente em terminá-la também. As feitas à máquina, bem coloridas e aplicadas, assim como as grandes, de costas inteiras e fechamentos de membros levam de seis meses a um ano
 
Médias e pequenas As feitas à máquina levam apenas de uma a tres horas para serem feitas. Demora semanas ou até meses para que essas cores se fixem e assentem na pele. Os cuidados tomados durante a cicatrização são essenciais para durabilidade, fixação e qualidade delas,desde que as mesmas tenham sido feitas por um profissional qualificado.
Tatuagem manual Abranger o corpo todo levaria de dois a três anos para ser realizada. O preço varia conforme o tatuador, de acordo com o grau de dificuldade e detalhes de cada Tatuagem. Antes de ser uma questão estética, a tatuagem também é uma questão de saúde. Recomenda-se a procura de um profissional de competência comprovada quando decidir aplicar uma bela tatuagem em seu corpo. O profissional deve prezar pela saúde do cliente e a dele própria para que não ocorra nenhum tipo de contaminação. Observe que as ponteiras (bicos) das máquinas devem ser limpos e esterilizados em autoclave, é extremamente necessário o uso de máscaras, luvas, potes de tintas e agulhas descartáveis no procedimento, também é aconselhável que estejam devidamente embalados todos os objetos em que o profissional venha a tocar. O ambiente deve ser limpo.
Cuidados pós-tatuagem Os tatuadores sempre recomendam o recobrimento do local da tatuagem recém-feita com plástico de embalar alimentos, pelo menos três dias. Contudo, atualmente atribuem-se infecções a tal método. Deve-se lavar a região com sabonete neutro durante o banho, para retirar o excesso de pomada do curativo anterior. E ainda aplicar sempre uma nova fina camada do produto recomendado pelo tatuador. Deve-se seguir à risca as recomendações do profissional que aplicou a tatuagem, pois a maior parte dos incidentes desagradáveis ocorrem durante o processo de cicatrização. É muito importante não deixar a tatuagem exposta ao sol, não ir à praia, piscinas, saunas e banhos quentes durante a cicatrização, aproximadamente durante trinta dias, bem como evitar atividade física durante a primeira semana. Além disso, recomenda-se não retirar a casca de cicatrização da pele, previsivelmente comum após a seção. (Fonte: Wikipédia)

August 11

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - FOTOGRAFIA NO COTIDIANO E NA VIDA

FOTOGRAFIA NO COTIDIANO E NA VIDA
O Programa Liberdade de Expressão do dia 06 de agosto de 2007, abordou o tema FOTOGRAFIA NO COTIDIANO E NA VIDA, e Miguel Farias conversou com os Coordenadoros da II Mostra Recife de Fotografia, que se realizará entre os dias 26 de agosto e 1º de setembro, e foram convidados:
JOSIVAN RODRIGUES Fotógrafo e Coordenador da II Mostra Recife de Fotografia
 MATEUS SÁ Fotógrafo e responsável pela Gerência de Fotografias de Prefeitura da Cidade do Recife
LUIZ SANTOS Fotógrafo e Oficineiro da Mostra
MIGUEL, LUIZ SANTOS, MATEUS SÁ E JOSIVAN RODRIGUES MIGUEL, LUIZ, MATEUS E JOSIVAN NO FINAL DO PROGRAMA MATEUS SÁ - FOTÓGRAFO E COORDENADOR DE FOTOGRAFIA DA PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE E DA II MOSTRA RECIFE DE FOTOGRAFIA JOSIVAN RODRIGUES, FOTÓGRAFO E COORDENADOR DA II MOSTRA RECIFE DE FOTOGRAFIA LUIZ SANTOS, FOTÓGRAFO E OFICINEIRO DA II MOSTRA RECIFE DE FOTOGRAFIA JAHM E YURI, ASSISTENTES DE PRODUÇÃO GABRIEL, ASSISTENTE DE JAHM (BRINCADEIRINHA!) TUPI, CÂMERA DA TV NOVA O Programa Liberdade de Expressão do dia 06 de agosto de 2007, abordará o tema FOTOGRAFIA NO COTIDIANO E NA VIDA, debatendo com os Coordenadoros da II Mostra Recife de Fotografia, que se realizará entre os dias 26 de agosto e 1º de setembro, e foram convidados:
JOSIVAN RODRIGUES
Coordenador da II Mostra Recife de Fotografia
MATEUS SÁ
Fotógrafo e responsável pela Gerência de Fotografias de Prefeitura da Cidade do Recife
LUIZ SANTOS
Fotógrafo e Oficineiro da Mostra
O evento, tem por objetivo dar visibilidade a produção fotográfica local e nacional, em suas mais diversas linguagens, colocando em pauta a utilização de suportes alternativos à tradicional cópia fotográfica, recebe nova roupagem este ano e se transforma em uma das ações dentro da programação da 1ª Semana de Fotografia do Recife, que acontece entre os dias 26 de agosto e 1º de setembro, numa realização da Prefeitura do Recife, por meio da Gerência de Serviços de Fotografia, da Fundação de Cultura. Podem participar da seleção, fotógrafos profissionais, amadores e artistas visuais que utilizem a linguagem fotográfica em seu trabalhos. Como parte do regulamento, cada proposta pode ter entre 1 e 10 minutos de duração. Ao todo, serão selecionados trabalhos que somem oito horas de exibição. Os trabalhos precisam apresentar as fotografias de forma seqüencial, em formato digital (CD ou DVD), com ou sem áudio, em tema livre. As inscrições são gratuitas. Os interessados devem enviar suas propostas para a Gerência de Serviços de Fotografias da Prefeitura do Recife (rua José Mariano, n.º 228, Boa Vista - Telefone: 3232.1409), das 9h às 12h, ou pelo e-mail: mostrarecifefoto@gmail.com. Os trabalhos selecionados por uma comissão julgadora formada por especialistas da área, a ser escolhida pela organização do evento, serão projetados em quatro pontos de grande circulação da cidade. A Mostra estará dividida em quatro sessões, com duas horas de exibição cada. Os selecionados serão avisados por meio do e-mail, informado na ficha de inscrição. Além disso, durante a 1ª Semana de Fotografia do Recife, o fotógrafo e editor da revista Fotosite, uma das maiores revistas brasileiras sobre fotografia, Pisco del Gaiso (SP), que já passou pela Folha de São Paulo, revista Placar, Hardcore, fará uma palestra sobre o material apresentado na II Mostra Recife de Fotografia.

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Imagem da primeira fotografia do mundo produzida pelo francês Joseph Nicéphore Niépce
AS PRIMEIRAS FOTOGRAFIAS
A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1825 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo chamado Betume da Judéia. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Em 1835 Daguerre desenvolveu um processo usando prata numa placa de cobre denominado daguerreotipo. Imagem da primeira fotografia permanente do mundo feita por Nicéphore Niépce, em 1825. Quase simultaneamente, William Fox Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas. Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia, mas demorou para anunciar e não foi mais reconhecido como seu inventor. O daguerreotipo tornou-se mais popular pois atendeu à demanda por retratos exigida da classe média durante a Revolução Industrial. Esta demanda, que não podia ser suprida em volume nem em custo pela pintura a óleo, deve ter dado o impulso para o desenvolvimento da fotografia. Nenhuma das técnicas envolvidas (a câmara escura e a fotosensibilidade de sais de prata) era descoberta do século XIX. A câmara escura era usada por artistas no século XVI, como ajuda para esboçar pinturas, e a fotossensibilidade de uma solução de nitrato de prata foi observada por Johann Schultze em 1724.
A FOTOGRAFIA NO COTIDIANO E NA VIDA
A fotografia pode ser utilizada no processo de investigação do cotidiano de nossos estudantes, a fim de que mediante as imagens obtidas da escola, da família, da vizinhança, da cidade e das coisas que os cercam, eles sejam orientados, através de uma metodologia específica, para análise e estudo desses “momentos documentados” e suas correlações históricas, sociais, geográficas, étnicas e econômicas; na educação, a simples disponibilidade do aparato tecnológico não significa facilitar o processo ensino-aprendizagem. É preciso que o professor alie os recursos tecnológicos com os seus conhecimentos e estratégias de ensino, visando alcançar um objetivo: o conhecimento significativo Fonte: Wikipédia

 

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - A QUESTÃO DA MULHER NEGRA

A MULHER NEGRA E A RESISTÊNCIA DOS VALORES ÉTICOS E CULTURAIS
Programa exibido dia 30/07/2007

MIGUEL FARIAS (apresentador), LÚCIA DOS PRAZERES E BÁRBARA SOUZA

Convidadas do programa:LÚCIA DOS PRAZERES, ILKA GUEDES, BÁRBARA DE SOUZA e CEIÇA AXÉ

MIGUEL E LÚCIA DOS PRAZERES TUPY, CÂMERA DA TV NOVA E MIGUEL FARIAS LÚCIA DOS PRAZERES

PRESIDENTE DO CENTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR MARIA DA CONCEIÇÃO, EM CASA AMARELA BÁRBARA SOUZA

PEDAGOGA E EDUCADORA DO PROJETO CANTANDO HISTÓRIAS

ILKA GUEDES,

DO COLETIVO DE JOVENS FEMINISTAS

CEÇA AXÉ,

MESTRA EM EDUCAÇÃO E COORDENADORA DO PONTO DE CULTURA IRÔCO

MIGUEL FARIAS E CONVIDADAS NO FINAL DO PROGRAMA MAIS UMA FOTO DAS CONVIDADAS COM MIGUEL FINAL DO PROGRAMA TUPY, CÂMERA DA TV NOVA YURI E PROF JORGE, ASSISTENTES DE PRODUÇÃO
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
APRESENTAÇÃO MIGUEL FARIAS
PRODUÇÃO MARISTELA FARIAS E LÚCIA DOS PRAZERES
REPÓRTER: MATEUS DOS PRAZERES
ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: YURI, JORGE, JAHM E GABRIEL
CÂMERAS: TUPY E ADEMAR
A MULHER NEGRA E A RESISTÊNCIA DOS VALORES ÉTICOS E CULTURAIS No dia 25 de julho foi comemorado o dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe e o Programa Liberdade de Expressão da segunda feira, dia 30 de julho de 2007, tratará do assunto que em pleno século 21 se apresenta cada vez mais vivo dentre as mulheres negras que vêm durante séculos resistindo, como forma de defesa de seus valores éticos e culturais, resistindo a todas as formas de preconceito inclusive o religioso. Artigo da *Presidente da Fala Preta Organização de Mulheres Negras, Coordenadora de Articulação Política e Direitos Humanos, Membro do CNPIR-Conselho Nacional de Promoção da IgualdaFórum Nacional de Mulheres Negras/AMB e Membro do Conselho Editorial do Jornal Cidadania Ibase. Deisy Banedito
Gerações de mulheres negras da América Latina e do Caribe sobreviveram, através da religiosidade, ao rigor da escravidão que foram vítimas nestes países. Com a abolição da escravatura nestes países, tinham a sua frente um novo desafio: resistir ao preconceito religioso e as inúmeras formas de discriminação provocadas pelo racismo, que foram combatidas através de várias formas de organização, como forma de resistência cultural e em defesa da continuidade de seus valores, éticos e culturais. No Brasil, na década de 30, é criada a Frente Negra Brasileira.
Em 16/09/1931, em São Paulo, esse movimento nasce da indignação de negros(as) abnegados(as), tendo como um dos seus objetivos a integração de negros no mercado de trabalho, o combate ao preconceito e a discriminação que eram vítimas. A Frente Negra Brasileira tinha seu departamento feminino, que era responsável pela alfabetização de homens negros e mulheres negras, crianças e jovens. Esta se constituiu em um movimento de caráter nacional com repercussão internacional sendo então extinta em 1938, pelo então Presidente Getulio Vargas, 50 anos após a Abolição. A Integração da Mulher de Cor na vida Social “A mulher negra sofre várias desvantagens sociais, por causa do seu despreparo cultural, por causa da pobreza, pela ausência adequada de educação profissional.” Partes de discursos proferidos nos fins dos anos 40 já apontavam os caminhos a serem construídos pelas mulheres negras no Brasil, ao longo das décadas de 60, 70, 80, 90 chegando ao século XXI. As mulheres negras sempre desenvolveram a luta contra a ideologia escravocrata, revivendo e recriando contos, lendas, mitos e recriando o patrimônio civilizatório africano na Diáspora Africana. A discriminação racial e a violência são problemas sociais que atingem as mulheres negras e as impede de ter uma vida digna e de serem respeitadas como cidadãs. A sua representação na sociedade não é vista pelas suas qualidades e valores, competência e sabedoria, mesmo assim ela sobrevive numa luta insana para sobreviver, para sustentar a família, reviver e manter a consciência negra. Nas décadas de 60, 70 e nos anos 80, as mulheres negras no Brasil, tiveram um papel fundamental na Constituinte, propondo, intervindo de forma ativa no combate a discriminação no mercado de trabalho, na saúde e na educação. Buscando sempre assegurar os direitos básicos e fundamentais para a pessoa humana - o acesso ao trabalho remunerado com dignidade, moradia, assistência à saúde adequada, respeito aos seus valores éticos sociais, culturais e morais - essa sempre foi a luta das mulheres negras no Brasil. Em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em San Domingos, República Dominicana, estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra na América Latina e no Caribe. Desde então, muitas ONGs de Mulheres Negras têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem essas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas. Nesse sentido, cabe destacar a influência que este debate teve internamente, disponíveis nos documentos que foram apresentados como no Eco 92 - Conferencia de Meio Ambiente, no Rio de Janeiro, e na Conferencia de Direitos Humanos, de Viena em 1993. Essa luta permitiu, através de muita pressão e articulação com movimentos feministas anti-racistas, que a discriminação racial sofrida pelas mulheres negras também fosse destacada na Conferência Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher de 1994, na Conferência de Populações do Cairo, na Declaração e na Plataforma de Ação de Pequim de 1995. E mais recentemente, no Plano de Ação da a Conferência de Durban, onde pela 1 vez na história das Conferências das Nações Unidas, uma mulher negra, oriunda de movimento social, foi a Relatora Geral da Conferência da ONU, a sra. Edna Roland, presidenta de honra da Fala Preta Organização de Mulheres Negras. A partir destes Planos de Ações e declarações, esses instrumentos internacionais impulsionaram o movimento de mulheres negras a exigir, no plano local, a implementação de avanços obtidos na esfera internacional. A Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial – CERD é destinada a proteger e promover os grupos raciais, étnicos ou de origem nacional ameaçados ou historicamente prejudicados, e nestes grupos estão incluídas as mulheres negras. Ressalte-se, no entanto, os avanços das mulheres negras brasileiras obtidos no plano internacional através da participação em conferências, tais participações foram capazes de propiciar transformações internas. A Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher – CEDAW está destinada a proteger e promover as mulheres negras que sedimenta as bases da formação de uma identidade política. Do total da população negra, aproximadamente a metade é composta de mulheres. As mulheres negras são mais de 41 milhões de pessoas, o que representa 23,4% do total da população brasileira. São estas que sofrem com o fenômeno da dupla discriminação, ou seja, estão sujeitas a “múltiplas formas de discriminação social (...), em conseqüência da conjugação perversa do racismo e do sexismo, as quais resultam em uma espécie de asfixia social com desdobramentos negativos sobre todas as dimensões da vida” O dia 25 de Julho é um marco para as mulheres negras organizadas na América Latina e no Caribe, a busca pela dignidade, o fim das desigualdades raciais, da violência e dos efeitos nocivos do racismo é uma bandeira única entre as mulheres negras da América Latina e do Caribe. A necessidade do reconhecimento destas mulheres negras, jovens, idosas, fora da África que redimensionam suas vidas como agentes de transformação e símbolo de resistência tem sua origem na África. Os ideais libertários, que dignificam a pessoa humana em toda sua dimensão, sempre foram e serão a bandeira de luta das Mulheres Negras fora da África, que perdura a mais de cinco séculos.
Para este programa, foram convidadas mulheres maravilhosas como:
LÚCIA DOS PRAZERES
Presidente do Centro de Educação Popular Maria da Conceição em Casa Amarela
. A instituição, criada em 28 de fevereiro de 1982, no Morro da Conceição, em Casa Amarela, tem como objetivo a conscientização do negro e a busca de alternativas para a educação, cultura e lazer de crianças, jovens e mulheres, além de oferecer oportunidades de profissionalização. O Centro atende a 150 crianças, 400 jovens e presta assistência à saúde a mulheres.
Lúcia dos Prazeres, acredita na transmissão das informações para os jovens. "Lutamos por espaço no poder público. O primeiro passo é levar os bons exemplos para as escolas, pois o jovem precisa de referência".
ILKA GUEDES
DO COLETIVO DE JOVENS FEMINISTAS
BÁRBARA SOUZA
PEDAGOGA E EDUCADORA DO PROJETO CANTANDO HISTÓRIAS
CEIÇA AXÉ
MESTRA EM EDUCAÇÃO E COORDENADORA DO PONTO DE CULTURA IRÔCO
 

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO -A ARTE TRANSFORMADORA NO NASCEDOURO DE PEIXINHOS

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
NASCEDOURO DE PEIXINHOS

MATADOURO DE PEIXINHOS

É sobre o Nascedouro de Peixinhos, que o Programa Liberdade de Expressão vai debater nesta segunda-feira, dia 23 de julho, com os seguintes convidados:
ALEXANDRE LOMIN LODÔ
REPRESENTANTE DA ASSOCIAÇÃO AMIGOS DO NASCEDOURO
VALMIR RUFINO
COORDENAÇÃO DE POLÍTICAS SOCIAIS DA PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE
LINDINALDO JR
ASSESSOR DO SECRETÁRIO DE CULTURA DA PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE
GABRIEL SANTANA
REPRESENTANTE DA BIBLIOTECA DO NASCEDOURO
FLÁVIO MARQUES
REPRESENTANTE DA CASA BRASIL NO NASCEDOURO
MIGUEL FARIAS, ALEXANDRE, GABRIEL, LINDINALDO ALEX, GABRIEL, LINDINALDO, VALDIR, FLÁVIO GABRIEL, LINDINALDO, VALDIR, FLÁVIO LINDINALDO JR FLÁVIO MARQUES MIGUEL FARIAS E CONVIDADOS LINDINALDO, VALMIR E FLÁVIO ALEXANDRE LOMIN LODÔ GABRIEL DE SANTANA ADEMAR PAULO, CÂMERA DA TV NOVA TUPI - CÂMERA DA TV NOVA JAM - DA EQUIPE DE PRODUÇÃO EQUIPE DE PRODUÇÃO (IURI E JORGE), TADEU E PAULO DA RÁDIO ALTO FALANTE DO ALTO JOSÉ DO PINHO IURI - ASSISTENTE DE PRODUÇÃO
PROF. JORGE - ASSISTENTE DE PRODUÇÃO
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO NASCEDOURO DE PEIXINHOS
O bairro de Peixinhos, que fica entre as cidades de Recife e Olinda, com uma população de quase 40,0 mil habitantes, com uma população muito jovem e com precárias condições de moradia, convivência social e lazer e que travou uma luta para resgatar as ruínas do antigo matadouro público de Peixinhos, uma edificação cuja construção começou em 1874 e hoje está tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal do Recife. 22 mil metros quadrados originalmente, num conjunto que tinha 15 blocos, em 1987 sobravam tres de pé. As atividades do matadouro foram encerradas na década de 70 e o local virou um centro de tráfico, morte e violência até que no início dos anos 90, grupos culturais locais começaram a ocupar o espaço. A resistência cultural dos jovens locais, principalmente, transformaram Peixinhos e hoje lá está o Centro Cultural e Desportivo Nascedouro de Peixinhos, onde trabalham organizações e grupos culturais, bandas de música, programas governamentais e a boca de fumo, de tráfico e de morte e como disse o poeta peixinhense Oriosvaldo Limeira de Almeida: "Esta terra banhada em sangue de animais suor de homens, não será mais matadouro posto que doravante será o Nascedouro da Cultura Popular..." As dificuldades são imensas, mas o espírito de luta da comunidade está presente em todas as ações e reivindicações da comunidade.
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPPRESSÃO
TV NOVA CANAL 22
NET CANAL 48 OU 58
CABO MAIS CANAL 20
APRESENTAÇÃO: MIGUEL FARIAS
PRODUÇÃO: MARISTELA FARIAS^
REPÓRTER: MATEUS DOS PRAZERES
ASSISTENTES DE PRODUÇÃO:
IURI E JORGE
CÂMERAS:
TUPI E ADEMAR
 

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - VESTIBULAR

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
TEMA: VESTIBULAR - COMO ORIENTAR O JOVEM
 
O vestibular caracteriza-se normalmente como uma prova de aferição dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental e médio, sendo o principal meio de acesso ao ensino superior no Brasil. É o critério de seleção de candidatos preferido pelas instituições públicas de ensino superior, enquanto que o uso de meios alternativos de acesso é promovido em geral por instituições privadas. Como não é caracterizado como concurso público, mesmo quem possui antecedentes criminais pode fazer e entrar para uma universidade. O vestibular é um modelo de seleção constantemente criticado por especialistas, embora ainda seja o mais aceito em todo o país. (fonte: Wikipedia)
 
APRESENTAÇÃO: MIGUEL FARIAS
PRODUÇÃO: MARISTELA FARIAS
ASSISTENTES: JORGE IURI E JAM
CÂMERAS: TUPI E ADEMAR PAULO
MIGUEL E EQUIPE MASTER CURSO MIGUEL E EQUIPE MASTER CURSO PROFESSORES CLEMENTE, OTÁVIO, MARCOS E O PSICÓLOGO IVAN MENEZES JUJU, EX-ALUNA DO MASTER EQUIPE DE TRABALHO MIGUEL E EQUIPE DO MASTER PROFESSOR CLEMENTE PIMENTEL PROFESSOR OTÁVIO SANTOS PROFESSOR MARCOS NASCIMENTO PSICÓLOGO IVAN MENEZES
Para debater sobre vestibular e todas as implicações na vida do jovem, foram convidados os professores
CLEMENTE PIMENTEL - DIRETOR DO MASTER
PROFESSOR OTÁVIO SANTOS
PROFESSOR MARCOS NASCIMENTO
E O PSICÓLOGO IVAN MENEZES
Vestibular 2008: programas passam por atualização de conteúdo
O listão dos classificados no Vestibular 2007 foi divulgado há alguns dias, mas o Vestibular 2008 já começa a dar sinais de que também virá com muitas novidades para os candidatos. E as mudanças vão atingir justamente a preparação dos estudantes ao longo do ano, pois as alterações têm a ver com o conteúdo programático das matérias exigidas durante as provas.Os programas de Português, Literatura, História, Geografia, Geometria Gráfica e Biologia passaram por modificações. Alguns assuntos foram adicionados a fim de atualizar os conteúdos e tornar a seleção mais significativa e socialmente relevante.O programa de Português, por exemplo, foi parcialmente reestruturado de forma a privilegiar o caráter interativo e textual da linguagem, não descartando, naturalmente, o papel da gramática na construção do sentido e na expressão das idéias.O item relativo à Redação prevê que o candidato seja solicitado a elaborar um comentário de caráter dissertativo ou, ainda, uma carta argumentativa, a partir de outro texto ou de uma situação apresentada.Literatura abre espaço para o estudo de Monteiro Lobato, entre os pré-modernistas, e de Osman Lins e Joaquim Cardozo, representantes da literatura nordestina, moderna e contemporânea. Conhecimentos relativos a autores portugueses, como Eça de Queiroz, Fernando Pessoa e José Saramago também passarão a ser exigidos. E a partir do Vestibular 2008, as leituras recomendadas serão renovadas a cada dois anos.Em História do Brasil, os estudantes podem vir a encontrar questões que abordam a história de Pernambuco e os principais movimentos revolucionários. Em Geografia, o Nordeste e os principais problemas ambientais das grandes cidades brasileiras passarão a ter mais ênfase na avaliação.Os candidatos do Grupo 8 terão novidades na prova de Geometria Gráfica, pois os conteúdos de Geometria Tridimensional foram ampliados. Além das questões objetivas de resultado numérico ou de Verdadeiro ou Falso, a prova de Geometria Gráfica incluirá questões de traçado instrumental, que serão corrigidas visualmente (o resultado será traduzido na figura). Já Biologia terá como assunto adicional considerações básicas, iniciais e recentes em Biotecnologia. Os candidatos devem ter conhecimentos sobre bactérias, vírus, clonagem de DNA, Projeto Genoma e de outros seres, mapeamento de genes, terapia gênica, vacinas genéticas, transgênicos e células tronco.
 
http://www.giselletavares.com.br/cursospe/site/pg-news-det.asp?codNovidade=346

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - CARTA AOS DEPUTADOS FEDERAIS

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO:

 DIGNIDADE JÁ PARA AS RADCOMS E COMUNICADORES COMUNITÁRIOS

 

ATÉ ESTA DATA, NÃO RECEBEMOS NENHUMA RESPOSTA!!!!!!!

EU E MARISTELA FARIAS, ENVIAMOS SOB FORMA DE E-MAIL, O TEXTO ABAIXO PARA OS DEPUTADOS FEDERAIS E PUBLICAREMOS TODAS AS RESPOSTAS (SE RECEBERMOS). "O direito à comunicação não pode ser compreendido como uma mera liberdade formal, mediante a qual somente quem possui dinheiro e influência perante os poderes oficiais pode prevalecer”, SENHORES DEPUTADOS, Já estamos na luta pela democratização dos meios de comunicação há 15 anos. Recebemos nossa concessão e depois de tantos esforços fomos assaltados nada menos de quatro vezes. Na última, nossos comunicadores ficaram amarrados dentro da casa e levaram TODOS os nossos equipamentos. Denunciamos quem..... o que agora não vem mais ao caso. Hoje tomamos equipamentos emprestados para não deixar a rádio fora do ar, porque acreditamos que a comunicação alternativa é a única maneira de formar uma massa crítica e reflexiva. Mas depois de 15 anos estamos cansados. Pelo engessamento, pela insegurança, pela falta de atenção ao trabalho feito pelos alternativos, em especial pelas rádios comunitárias, pela falta de uma política pública para o setor que não pode ter " comerciais", e que vive à míngua, exceto se forem atrelados a determinados grupos. Conversem conosco! Temos muito a dizer aos senhores sobre a situação das rádios comunitárias e a que elas se resumem, o que é uma pena! Lamentamos que as rádios comunitárias apenas sejam lembradas quando estão sendo fechadas em função de anomalias que não nos cabe discutir ou porque derrubam avião ou ainda porque "estão" nas mãos de traficantes. Senhores, a maioria das rádios estão em mãos que precisam apenas de um CAMINHO, QUE NÃO LHES É DADO. ELAS SERVEM APENAS PARA TRANSMITIREM MÚSICAS QUE NA MAIORIA DAS VEZES SÃO MASSIFICANTES E NADA DIZEM PARA FORMAÇÃO DE UMA AUDIÊNCIA REFLEXIVA. Achamos terrível, que neste momento que estamos passando, de reivindicações, de movimentos sociais ativos e políticas culturais de grande visão antropológica, sociológica, sabemos lá que nomes podemos dar, as RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTEJAM ALHEIAS A TODA ESSA MOVIMENTAÇÃO. CONVERSEM CONOSCO! POR FAVOR LEIAM! O presidente da Fundação Biblioteca Nacional e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Muniz Sodré, afirma que qualquer política cultural tem que rever os conceitos básicos de cultura e compreender sua complexidade. “Entender sobre o que se fala é o primeiro passo. Repensar e resignificar tudo deve ser o segundo" . E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO AUSENTES DO PROCESSO! Anita Simis, da Universidade do Estado de São Paulo, afirma que o papel do Estado não é o de dizer o que é cultura ou como ela tem que ser. Mas o Estado tem a função de regular mecanismos para ajustar o desenvolvimento da cultura, garantindo a autonomia democrática. Política Cultural em um universo de diversidade cultural é isso. Diversidade representa também a questão de classe. E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO AUSENTES DO PROCESSO POR FALTA DE APOIO! “Além disso, a questão da diversidade foi assumida enquanto chave para a elaboração de uma política cultural diferenciada. Sem voltar para os preceitos do estado desenvolvimentista, o Estado voltou a ter um papel a cumprir, no desenvolvimento econômico, no setor cultural, na regulação de economias da cultura, de árbitro, de legislador”, entende Anita Simis. E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO AINDA COPIANDO AS COMERCIAIS POR FALTA DE APOIO! Albino Rubim, coordenador do Enecult diz, contudo, que é preciso radicalizar mais. “Tivemos três tradições na história da gestão de política cultural no Brasil: a da ausência, a do autoritarismo e a da estabilidade. O Gil parte para o enfrentamento, mas com uma série de limitações”, enfatiza. Rubim, como a maioria de seus colegas acadêmicos, considerou falha a atuação do Ministério na apresentação da Ancinav. Eles consideram que as necessárias mudanças na regulação do audiovisual podem atrasar dez anos com a ofensiva da mídia contra a regulação da comunicação. E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS E SEUS COMUNICADORES, NEM CONSEGUEM LER UMA INFORMAÇÃO COMO ESTA, POR FALTA DE APOIO! A historiadora Lia Calabre disse que “A gestão atual do Minc realizou avanços significativos no sentido de colocar a cultura dentro da agenda política do governo, fez com que ela deixasse de ter um papel praticamente decorativo entre as políticas governamentais. Porém, novas questões colocam-se. O grande desafio é transformar esse complexo de ações em políticas que possam ter alguma garantia de continuidade nas próximas décadas”. MAS AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO DE FORA DESSA AGENDA GOVERNAMENTAL. O QUE SE DISCUTE É: LIBERA OU NÃO. FECHA, NÃO FECHA. Isaura Botelho, da Fundação Memorial da América Latina e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, avalia que o Ministério da Cultura deu início a um intenso processo de discussão e reorganização do papel do Estado na área cultural. “Houve um grande investimento no sentido de recuperação de seu orçamento e a discussão de mecanismos que possibilitassem uma melhor distribuição de seus poucos recursos em relação ao equilíbrio regional voltou a ser uma preocupação”,MAS AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS NÃO FAZEM E NEM DEVEM PROMOVER ESSA REFLEXÃO..... ELAS ESTÃO NAS BASES E A BASE NÃO PRECISA REFLETIR. E AS RADCOMS CONTINUAM SEM APOIO! Para o público, o rádio e depois a televisão se confundem com empreendimentos comerciais operados por organizações privadas, destituídas de qualquer compromisso com a prestação de serviços públicos.Tal situação impediu que se formasse na sociedade uma massa crítica capaz de impedir as empresas de radiodifusão de se utilizarem das concessões em benefício próprio. Articulados, quase sempre, com os grupos políticos mais conservadores, os concessionários tornaram-se, na prática, atores políticos decisivos para a vida institucional dos seus respectivos países. Ocuparam os espaços de partidos e de outras organizações sociais, realizando eles próprios a intermediação entre o Estado e a sociedade. Combinaram, com sucesso, poder econômico e político Esta frase nós lemos de um artigo do jornalista Laurindo Leal, com relaçao ao fechamento da RCTV E ele ainda diz mais:. Ao longo dos últimos anos, a comunicação alternativa cresceu e se consolidou e permitiu a ampliação da massa crítica." E EM NOSSO PAÍS, E, PRINCIPALMENTE EM NOSSO ESTADO? ONDE E QUAL O PAPEL DA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA, QUE É ENCARADA COMO UM NADA, SEM IMPORTÂNCIA ALGUMA. CONVERSEM CONOSCO! OUÇAM O QUE TEMOS A DIZER! NÃO BASTA LUTAR PELA ABERTURA DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS. É PRECISO E MUITO RÀPIDAMENTE, LUTAR PARA QUE OS COMUNICADORES POPULARES TENHAM DIGNIDADE DE ENCARAR SEU TRABALHO DENTRO DOS OBJETIVOS QUE O PRÓPRIO NOME JÁ SIMPLIFICA: C O M U N I T Á R I A... TENHO CERTEZA QUE OS COMUNICADORES POPULARES NÃO QUEREM ALUGAR SUAS RÁDIOS, MUITO MENOS VIVER DE JABÁ. DIGNIDADE JÁ PARA AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS! CHEGA DE ENCARÁ-LAS COMO "RADINHOS" DE COMUNICADORES QUE BRINCAM COM A CONSCIÊNCIA DOS OUTROS. A RADCOM TEM QUE TER OBJETIVOS CLAROS, NÃO MASSIFICANTES, EDUCATIVOS, MAS TÊM QUE SE MANTER E ISSO SOMENTE QUANDO FOREM ENCARADAS COMO FOCO DE UMA POLÍTICA PÚBLICA QUE NÃO A SUBESTIME. E NÃO ADIANTAM OS VELHOS CHAVÕES QUE ESTAMOS ACOSTUMADOS A OUVIR COM RELAÇÃO ÀS RÁDIOS COMUNITÁRIAS. QUEREMOS NOS ORGANIZAR NÃO APENAS PARA LEGALIZAR, QUEREMOS NOS ORGANIZAR PARA DAR DIGNIDADE AOS COMUNICADORES POPULARES E PROVOCAR REALMENTE UMA MUDANÇA QUALITATIVA NESSE TIPO DE COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA. LEGALIZAR APENAS É MOTE POLÍTICO. DEPOIS DE TANTOS ANOS, O DISCURSO TEM QUE SER OUTRO. TEM QUE COMEÇAR A TRATAR A RADCOM COM A VERDADEIRA IMPORTÂNCIA QUE ELA TEM. NÓS... DE NOSSA RÁDIO, ESTAMOS CANSADOS, MAS NÃO VAMOS PARAR PORQUE A PARTIR DE AGORA, NOSSA LUTA É OUTRA. DIGNIDADE JÁ PARA OS COMUNICADORES E PARA AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ATENCIOSAMENTE MIGUEL FARIAS MARISTELA FARIAS RUA DO AMPARO, 367 - CARMO - OLINDA - PERNAMBUCO CEP 53020-190 Link

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - ECONOMIA SOLIDÁRIA

 
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
TEMA: ECONOMIA SOLIDÁRIA
 APRESENTAÇÃO: MIGUEL FARIAS
PRODUÇÃO: MARISTELA FARIAS
ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: IURI E JORGE
EDIÇÃO: ADEMIR PAULO
IMAGEM: JONACIR SIMÕES
CÂMERA: ITUPIRIAY (TUPI)
MIGUEL FARIAS - APRESENTADOR ALLAN AZEVEDO - COORDENADOR E PESQUISADOR DO CENTRO JOSUÉ DE CASTRO ANA DUBEUX - COORDENADORA DA INCUBACOOP DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO JOSÉ MANOEL, PRESIDENTE DA COOPERATIVA HARMONIA
E DA UNICAFES - UNIÃO DAS COOPERATIVAS
DE AGRICULTURA FAMILIAR E
ECONOMIA SOLIDÁRIA

LENIVALDO LIMA, DO FÓRUM ESTADUAL

DE ECONOMIA SOLIDÁRIA IURI E JORGE ASSISTENTES DE PRODUÇÃO

MIGUEL FARIAS ALLAN , ANA DUBEUX, MIGUEL FARIAS, JOSÉ MANOEL E LENIVALDO ANA DUBEUX ALLAN, ANA, MIGUEL E JOSÉ MANOEL JOSÉ MANOEL TUPI E ADEMAR PAULO (CÂMERAS ) O Debate de hoje, dia 09 de julho de 2007, será sobre a Economia Solidária e sua expansão no mundo. Com os debatedores, falaremos sobre as ações que estão sendo elencadas no estado, para que a Economia Solidária se firme como um processo de empoderamento de ações em função da eliminação contínua das desigualdades sociais. Foram convidados: Profa. Ana Dubeux da Universidade Federal de Pernambuco, Allan, do Centro Josué de Castro Lenivaldo Lima, do Fórum Estadual de Economia Solidária e José Manoel, Presidente da Cooperativa Harmonia
O que é economia solidária? Ação possibilitadora da geração de novas oportunidades de inserção social pelo trabalho, propiciando: Democratização da gestão do trabalho; conhecimento sobre os segredos da produção; valorização das relações de cooperação; distribuição de renda ; fortalecimento do desenvolvimento local sustentável. 3. Princípios da Economia Solidária e do Cooperativismo Princípios do Cooperativismo Adesão Livre e Voluntária Gestão Democrática e Participativa Participação Econômica dos Sócios Autonomia e Independência (princípio da Autogestão) Educação, Capacitação e Informação. Intercooperação Compromisso com a Comunidade 4. Valores da Economia Solidária Valores da Economia Solidária A Economia Solidária baseia-se nos valores: · Ajuda mútua · Responsabilidade · Democracia · Igualdade · Equidade e Solidariedade. valores éticos : · Honestidade · Transparência · Responsabilidade social 5. Tipos de Empreendimentos Solidários Tipos de Empreendimentos Solidários Os Empreendimentos Economicos Solidários e cooperativas são classificadas por sua natureza, variedade de funções e nível de organização. 1. Quanto à natureza. 2. Quanto à variedade de funções. Quanto à natureza a) Associações, Grupos e Cooperativas de Distribuição ou Serviços . b) Cooperativas, Associações e Grupos Solidários de Produção e trabalho . c) Trabalho Comunitário, mutirão e grupos Voluntários. Quanto à variedade de funções a) Empreendimentos Solidários Unifuncionais. b)Empreendimentos Solidários Multifuncionais. c) Associações Comunitárias e Cooperativas Integrais 6. Autogestão: Mudanças no Mundo do Trabalho Autogestão: Aprender a Ser Dono A autogestão superação do dualismo patrão x empregado: cultura da subordinação. A autogestão vai além da gestão participativa e se consuma como ação de “um grupo de pessoas que decidem se constituir como empresários autônomos de seu próprio trabalho”. Desenvolvimento do empreendedorismo cooperativa . Combinação da propriedade coletiva com a democracia na gestão. A viabilidade do empreendimento autogestionário requer que o sócio autônomo internalize a idéia de “aprender a ser dono” de um empreendimento coletivo: Ser pró-ativo e ter visão de futuro Saber intervir, assumir, participar e se esforçar par que o empreendimento se desenvolva. Desenvolver tanto a capacidade criativa coletiva, quanto a individual. Saber decidir em conjunto.
BOLETIM DO FORUM BRASILEIRO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA
O mês de julho foi intenso em atividades que envolveram a temática da economia solidária. Para citar apenas algumas, em Fortaleza (CE) foi realizada a IIIConferência de Segurança Alimentar e Nutricional, emBrasília esteve reunido o Conselho Nacional de EconomiaSolidária e, em Santa Maria (RS), aconteceu a 14a. Feira doCooperativismo; a 3a. Feira de Economia Solidária doMercosul; o 3o. Seminário Latino-americano de EconomiaSolidária e Comércio Justo, e outros eventos, que juntos,compõem a maior feira de economia solidária da AméricaLatina. Além disso, nesse mês comemoramos os quatro anos daSecretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) e tambémdo Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). A comemoração dos quatro anos de caminhada do FBESfoi regada com muito trabalho coletivo rumo a IV Plenária,agendada para março de 2008. Na Feira de Santa Maria foi lançada a Caravana Rumo a IV Plenária, com a realização de um seminário que debateu os cinco eixos de discussão daplenária. Também foram lançados, pela Comissão Organizadoda Plenária, a Coordenação Executiva do FBES, os documentosorientadores para as Plenárias Estaduais. Além disso, entreos dias 16 e 19 últimos, a coordenação executiva do FBES,reunida em Brasília, elaborou as orientações de conteúdo daIV Plenária. Entre as definições desta reunião: formação da comissão de mobilização que ficará a cargo de definições mais imediatas para a plenária; organização dos Seminários Regionais preparatórios para a IV Plenária, que têm comoprincipal objetivo aprofundar as discussões dos eixos da plenária e, por fim, se debruçou sobre o documento base que orientará as discussões nos estados, que será enviado aos Fóruns Estaduais no dia 31 de julho.
É isso aí pessoal, estamos a todo vapor rumo a IVPlenária!
Boa leitura a todos/as.

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - PONTOS DE CULTURA

 
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, APRESENTADO POR MIGUEL FARIAS REALIZADO NO DIA 02 DE JULHO DE 2007, SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS PONTOS DE CULTURA, COMO CÉLULAS IMPORTANTES NA DIFUSÃO E IDENTIFICAÇÃO DA DIVERSIDADE CULTURAL NO ESTADO
 
CONVIDADOS:
ISABELLE ALBUQUERQUE DA RR DO MINC E COORDENADORA DO PROGRAMA NA REGIÃO NORDESTE
 MAURO LIRA DA RR DO MINC E COORDENADOR DO PROGRAMA NA REGIÃO NORDESTE
IVANIZE DE XANGÔ, DE BOMBA DO HEMETÉRIO E PRESIDENTE DO MARACATU DE BAQUE VIRADO ENCANTO DA ALECRIA
E GRIÔ LOURENÇO, DO MARACATU E BETE DE OXUM ISABELLE MAURO LIRA IVANIZE DE XANGÔ ISABELLE, MAURO E IVANIZE MIGUEL, ISABELLE, MAURO MIGUEL, ISABELLE, IVANIZE, FILHOTA DE BETE, BETE DE OXUM, LOURENÇO LOURENCO, AO MARACATU ESTRELA DE OURO DE ALIANÇA
GRUPO COMPLETO:
MIGUEL FARIAS - APRESENTADOR
ISABELLE ALBUQUERQUE DO MINC
MAURO LIRA D0 MINC
IVANIZE, DO MARACATU E PONTO DE CULTURA
BETE DE OXUM E FILHA
LOURENÇO, DO MARACATU E PONTO DE CULTURA
BETE DE OXUM E SUA FILHOTA A GRACINHA DA FILHA DA BETE NOSSOS CONVIDADOS IVANIZE, BETE DE OXUM E LOURENÇO NOSSO CONVIDADO LOURENÇO, DO MARACATU E PONTO DE CULTURA
O ASSUNTO REALMENTE DEIXOU O TIO JORGE, ASSISTENTE DE PRODUÇÃO
DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO REALMENTE ATENTO
NOSSO AMIGO CÂMERA ITUPIRIAY ALEXANDRE, DA TV NOVA CÂMERAS DA TV NOVA NOSSOS QUERIDOS ADEMAR PAULO
QUE TAMBÉM É NOSSO COMPANHEIRO NA RÁDIO NOVA (COMUNITÁRIA 98.5 FM) E ITUPIRIAY ALEXANDRE
O QUE SÃO PONTOS DE CULTURA?
Trata-se de um programa de inclusão social, de geração de emprego, um programa para juventude rural e urbana de baixa renda de todo País. A novidade é que além destas finalidades, o programa tem a cultura como ponto de partida. Trata-se de um programa fruto da inédita aproximação entre os Ministérios da Cultura e do Trabalho, que, trabalharam juntos, para dotar este programa do mais amplo alcance e profundidade. O programa irá atingir aproximadamente 100 mil jovens de famílias de baixa renda, que receberão bolsas de estudo para o aprendizado e o desenvolvimento de atividade culturais nas suas comunidades. Trata-se do programa mais abrangente na área da cidadania cultural já realizado pelo Ministério da Cultura. Um programa que já nasce do tamanho do Brasil. A convergência entre cultura e trabalho é estratégica e diz respeito ao novo modelo de desenvolvimento que está sendo construído. Um desenvolvimento sustentável e socialmente includente, que se pauta pelo necessário aumento do PIB de nossas riquezas econômicas, e, também, pelo PIB de nossas riquezas culturais.
A economia da cultura gera emprego, renda, dimensão é mensurável e fundamental. Além disso, o desenvolvimento cultural é, essencialmente, um desenvolvimento que se reverte para a sociedade como um todo, um desenvolvimento com distribuição de renda e afetividade. Hoje que o Brasil entra numa rota duradoura de crescimento, é muito importante lembrar: a cultura, incentivada por políticas publicas, impulsiona, orienta e, sobretudo, qualifica o desenvolvimento. Vemos hoje o deslocamento da cultura para o centro do projeto de nação, deslocamento promovido pelo governo Lula. Trata-se de um movimento que ocorre também no debate nacional. Os pontos de cultura são espaços formados por grupos de artistas, arte-educadores, gestores e produtores culturais. Grupos que promovem a inclusão social por meio de atividades culturais e alcançam adultos, idosos, jovens e crianças com suas ações. Os Pontos de Cultura são iniciativas legitimadas nas suas regiões, com grande capacidade de mobilização e multiplicação. O Ministério da Cultura entra com os conceitos, os recursos, o acompanhamento, o treinamento dos monitores, a articulação institucional e a rede, que é um aspecto vital do programa. Todos os Pontos de Cultura estarão em rede para trocar informações, experiências e realizações. Os parceiros locais, por sua vez, entram com os espaços, a gestão e um punhado de compromissos: responsabilidade, transparência, fidelidade aos conceitos, inserção comunitária, democracia, intercâmbio. Os Pontos de Cultura terão a cara dos seus usuários. Na seleção e instalação destes pontos, o Ministério da Cultura vem consolidando uma nova relação do Estado com a sociedade. Os Pontos de Cultura são escolhidos a partir de chamada pública e se consolidam a partir da organização local pré-existente, a partir das iniciativas da própria sociedade. Nesta equação complexa, o Governo assume o papel intransferível de mapear, valorizar e potencializar o que está vivo, em pleno movimento. Volto a dizer que estamos invertendo o fluxo dos processos históricos. Agora será da periferia à periferia, e depois ao centro. Com esta parceria com o Ministério do Trabalho, os Agentes Cultura Viva recebem bolsas para multiplicar o impacto de cada Ponto de Cultura. Nos Pontos de Cultura, percebe-se a existência do tão almejado protagonismo juvenil, da participação da juventude, tanto nas atividades que lhe dizem respeito, como nas ações que dizem respeito ao destino de toda a comunidade. Ampliar a participação da juventude na complexa teia de decisões que envolvem o seu futuro - e o futuro de todos nós - é hoje uma questão decisiva, um dos objetivos, inclusive, do programa que viemos lançar. A produção cultural é a maneira mais eficiente que conheço para a promoção da cidadania, da inclusão social e do engajamento da juventude. A cultura dialoga diretamente, de forma telegráfica, mexe com o desejo da juventude, fala sua língua. Insere-a no fluxo simbólico e econômico da comunidade, e da globalização. A atividade cultural tira o corpo do movimento mecânico, e o resgata para o movimento livre e consciente de si mesmo. Gera prazer e encantamento. Conecta o indivíduo, de qualquer parte, com a totalidade do mundo. A cultura desloca o jovem para o centro do mundo simbólico, levanta a esperança e a auto-estima. Em última instância desperta o desejo de viver e o desejo de sobreviver. As regras para receber as bolsas são tão simples e claras como os editais dos Pontos de Cultura. Os Agentes Cultura Viva terão entre 16 a 24 anos, cursando a escola pública. Jovens que assumem o compromisso de dedicação a uma atividade cultural e social, nos Pontos de Cultura, recebendo como apoio o auxílio financeiro de 150 reais, ao longo de seis meses, por meio de cartão bancário. Estes jovens serão primeiro, bolsistas, e no futuro, multiplicadores. Os equipamentos serão utilizados pelos bolsistas, e também pela comunidade onde o Ponto está situado. As ações culturais dos Pontos de Cultura ocorrerão em espaços públicos. O ponto poderá abrir o espaço da escola para a vida cultural da comunidade. Nesse sentido, quero lembrar que a aproximação com o Ministério do Trabalho ocorre, não por acaso, no momento em que restabelecemos uma pauta comum com o Ministério da Educação. Nossa meta é incluir a diversidade cultural brasileira no conteúdo e na forma ensinar crianças e jovens. Os pontos de cultura irão promover a necessária reaproximação entre cultura e educação. Aproximação entre pontos de cultura e a escola pública. Entre os estudantes da Universidades e os jovens dos Pontos de Cultura. Em sua maioria, serão jovens de cortiços, favelas, quilombos, povos indígenas, justamente aqueles que têm hoje a maior dificuldade de conseguir seu sustento e ter acesso a bens e serviços culturais. Vamos atingir os jovens que vivem hoje a pressão cruel de inserção num mundo de portas fechadas, de assimetrias e injustiças ainda presentes. Durante este ciclo de aprendizado, os agentes irão debater, produzir, vivenciar o poder transformador da cultura. Irão cursar oficinas culturais, com carga horária de 20 horas semanais. Irão desenvolver trabalhos em áreas como dança, música, teatro, artesanato, confecção de brinquedos, culinária. Irão participar de oficinas em linguagens como cinema, televisão, conteúdo para a rádio comunitária. Irão prestar trabalhos sociais e ter acesso a áreas estratégicas do desenvolvimento científico, como a linguagem de softwares e a reciclagem de computadores para ampliar, assim, o numero de pessoas navegando e produzindo na internet. No fim deste virtuoso ciclo de formação, está prevista também uma oficina de empreendedorismo, para finalmente buscar a inserção no mundo do trabalho, da gestão, do cooperativismo. O benefício para os jovens será imediato. Mas uma das principais contrapartidas do programa é a rica produção cultural realizada em cada ponto, produção que poderá circular na comunidade ao redor ou na própria rede dos Pontos de Cultura. Uma produção que terá potencial de geração de renda e será, também, uma demonstração da diversidade cultural brasileira. Para tudo isso ser possível, cada ponto de cultura recebe um kit multimídia, com computadores, monitores, gravador de CD e DVD, microfone, mesa de som. E também uma câmera de vídeo. O kit terá aplicativos e ferramentas de edição de música, de edição audiovisual, de mixagem. A economia da cultura representa hoje, não apenas para o Brasil, mas para muitos países em desenvolvimento, o coração de suas chances de sucesso na globalização. A economia da cultura cresce acima da média mundial. E é uma economia que não exaure os recursos da natureza, dos indivíduos e da humanidade. Seu valor global de mercado alcançará o montante de 1 trilhão e 300 bilhões de dólares ainda em 2005. Trata-se de um setor vital em países em desenvolvimento que passam a ser produtores, e não apenas consumidores, de conteúdos culturais.
Trechos do discurso do Mibnistro Gil, durante o lançamento do 1° Ponto de Cultura

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - SE DEUS É UM SÓ POR QUE TANTAS DIVERGÊNCIAS?

 
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO REALIZADO DIA 25 DE JUNHO DE 2007 NA TV NOVA
PARA O DEBATE " DEUS", FORAM CONVIDADOS:
O ABADE DOM FILIPE, DO MOSTEIRO DE SÃO BENTO
O ESCRITOR E FUNDADOR DA SOCIEDADE DE ESTUDOS ESPÍRITAS
DE RECIFE LISZT RANGEL
A PASTORA ANGÉLICA SOBREIRA, DA IGREJA
RENSCER EM CRISTO
E O IALORIXÁ DITO D' OXÓSSI, QUE NÃO COMPARECEU

MIGUEL FARIAS - APRESENTADOR

DOM FILIPE - ABADE DO MOSTEIRO DE SÃO BENTO

LISZT RANGEL - PALESTRANTE, ESCRITOR E FUNDADOR DA SOCIEDADE DE ESTUDOS ÉSPÍRITAS

E A PASTORA ANGÉLICA SOBREIRA

DOM FILIPE, LISZT RANGEL E ANGÉLICA SOBREIRA

DOM FILIPE, LISZT E ANGÉLICA

MIGUEL, DOM FILIPE, LISZT E ANGÉLICA

DOM FILIPE, LISZT E ANGÉLICA
CÂMERA DA TV NOVA, NOSSO AMIGO ADEMAR PAULO
MIGUEL FARIAS MIGUEL, DOM FILIPE, LISZT E ANGÉLICA PASTOR MARCOS, DA RENASCER E ANTONIO MARCOS, AMIGO DE LISZT MIGUEL FARIAS DOM FILIPE MARCOS ANTONIO, ALIGO DE LISZT DOM FILIPE LISZT RANGEL
PASTORA ANGÉLICA SOBREIRA
Vaticano define Igreja Católica como 'única de Cristo'
O Vaticano publicou nesta terça-feira documento afirmando que a Igreja Católica é, sempre foi e será a única igreja de Cristo.Com o título Repostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja, o texto da Santa Sé procura esclarecer o que considera como "interpretações desviantes e em descontinuidade com a doutrina católica tradicional sobre a natureza da igreja", que ocorreram depois da publicação do documento Iumem Gentium ("A luz das nações"), do Concílio Vaticano 2º (1962-1965), dizendo que a única Igreja de Cristo "subsiste" na Igreja Católica."Cristo constituiu sobre a terra uma única Igreja e instituiu-a como grupo visível e comunidade espiritual, que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá", diz o texto. "Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele." A nova publicação assinada pela Congregação para a Doutrina da Fé, responsável por promover e tutelar a doutrina da fé e a moral no mundo católico, diz que "com a palavra 'subsistir' o Concílio queria exprimir a singularidade e não a multiplicabilidade da Igreja de Cristo: a Igreja existe como único sujeito na realidade histórica"."Contrariamente a tantas interpretações sem fundamento, não significa que a Igreja Católica abandone a convicção de ser a única verdadeira Igreja de Cristo, mas simplesmente significa uma maior abertura à particular exigência do ecumenismo de reconhecer o caráter e dimensão realmente eclesiais das comunidades cristãs não em plena comunhão com a Igreja Católica", diz o documento.O tema já foi desmentido em inúmeras ocasiões pelos papas que comandaram o Vaticano antes de Bento 16. Entre elas, em 1973, com a declaração Mysterium Ecclesiae de Paulo 6º e, em 2000, com a Dominus Iesus, aprovada por João Paulo 2º.No texto publicado nesta terça-feira pelo Vaticano é lembrada também a notificação de 1985 da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os escritos do teólogo Leonardo Boff, segundo o qual a única Igreja de Cristo "pode também subsistir noutras igrejas cristãs".Naquela ocasião, a Congregação puniu o brasileiro pelo que considerou um equívoco e disse que o Concílio adotou a palavra subsiste, precisamente para esclarecer que existe uma só "subsistência" da verdadeira Igreja. Outras considerações importantes do documento devem gerar novos protestos das outras igrejas cristãs, como ocorreram anteriormente, principalmente a afirmação de que somente a Igreja Católica dispõe de todos os meios de salvação e de que, fora dela, existem apenas "comunidades eclesiais"."Embora estas claras afirmações tenham criado mal-estar nas comunidades interessadas e também no campo católico, não se vê, por outro lado, como se possa atribuir a essas comunidades o título de Igreja, uma vez que não aceitam o conceito teológico de Igreja no sentido católico e faltam-lhes elementos considerados eclesiais pela Igreja Católica", diz o texto.Segundo o vaticanista Andrea Tornielli, o objetivo da nova declaração é combater o que o papa Bento 16 considera como 'relativismo eclesiológico', segundo o qual todas as igrejas que dizem fazer parte do cristianismo têm o mesmo nível de verdade ou que cada uma delas não têm mais que uma parte desta verdade.A divulgação do documento ocorre três dias depois de o papa Bento 16 ter assinado decreto que dá mais liberdade para os sacerdotes celebrarem missas em latim, uma concessão aos tradicionalistas.Em uma carta aos bispos de todo o mundo, no último sábado, o pontífice rejeitou as críticas de que sua atitude poderia dividir os católicos.No entanto, o documento gerou mal-estar e, segundo especialistas, poderá ameaçar também o diálogo entre cristãos e judeus.

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - HOMOFOBIA

 
HOMOFOBIA
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, REALIZADO DIA 18 DE JUNHO DE 2007.
PARA O DEBATE SOBRE HOMOFOBIA FORAM CONVIDADOS
PSICÓLOGA CAROLINA CONDE
ASSISTENTE SOCIAL ARACELI LIRA
ADVOGADA MARCIA MATOS
DO CENTRO DE REFERÊNCIA DE PERNAMBUCO
WELLINGTON MEDEIROS
COORDENADOR DO FÓRUM LGBT
SÓ COM VÍDEO, QUE SERÁ POSTADO
 
O programa pretende debater com os convidados, o que é Homofobia, suas causas, consequências discutir o PROGRAMA BRASIL SEM HOMOFOBIA
A homofobia é um termo criado para expressar o ódio, aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais ou homossexualidade
O termo é um neologismo criado pelo psicólogo George Weinberg, em 1971, numa obra impressa, combinando as palavra grega phobos ("fobia"), com o prefixo homo-, como remissão à palavra "homossexual". Phobos (grego) é medo em geral. Fobia seria assim um medo irracional (instintivo) de algo. Porém, "fobia" neste termo (tal como, para desespero dos linguístas, a palavra xenofobia no sentido lato) é empregado, não só como medo geral (irracional ou não), mas também como aversão ou repulsa em geral, qualquer que seja o motivo. [editar] Motivos para a homofobia Quanto a razões específicas para a homofobia, alguns estudiosos e indivíduos comuns atribuem-na às mesmas noções que estão por trás do racismo e qualquer outro preconceito. Nomeadamente, uma oposição instintual a tudo aquilo que não corresponde à maioria com que o indivíduo se identifica e às normas implícitas e estabelecidas por essa mesma maioria. Desta explicação, aplica-se a necessidade de reafirmação dos papéis tradicionais de género, considerando o indivíduo homossexual alguém que falha no desempenho do papel que lhe corresponde segundo o seu género. Outra possível motivação para tal comportamento é a dúvida de um indivíduo quanto à sua própria sexualidade. Situação a que se dá o nome de homofobia interiorizada. Algumas pessoas consideram que a homofobia é efectivamente uma forma de xenofobia na sua definição mas estrita: medo a tudo o que seja estranho. Esta generalização é criticada porque o medo irracional pelo diferente não é, claramente, a única causa para o preconceito de homossexualidade, já que este preconceito pode também provir de ensinamentos (religião, formas de governo, etc) ou ideologia (como em comunidades machistas), por exemplo.
Há diversos grupos religiosos, políticos ou culturais que são contra homossexualidade. É o caso de determinados fundamentalistas religiosos, em especial cristãos (católicos e/ou protestantes), judeus ou muçulmanos. Há também grupos da extrema-esquerda (comunistas ortodoxos e maoístas)

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - COMUNIDADE GLBT NO FOCO DA CIDADANIA

 
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO REALIZADO DIA 11 DE JUNHO DE 2007
O PROGRAMA DEBATERÁ O TEMA: COMUNIDADE GLBT, NO FOCO DA CIDADANIA
quem quizer conhecer o blog dos Leões do Norte

COMUNIDADE GLBT NO FOCO DA CIDADANIA

CONVIDADOS

WELLINGTON MEDEIROS - MOVIMENTO LEÕES DO NORTE

PSICÓLOGA CAROLINA CONDE - CENTRO DE REFERÊNCIA DE PERNAMBUCO

MONSENHOR TEOBALDO BARBOSA - COMUNIDADE SÃO JOÃO BATISTA

IGREJA CATÓLICA REFORMADA

ÍRIS DE FÁTIMA - DA AMHOR - ARTICULAÇAO E MOVIMENTO HOMOSSEXUAL

DE PERNAMBUCO

23.03.07 MinC fortalece a luta contra a homofobia SID e ABGLT unem-se para aprovação de lei anti-homofobia. A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) solicitou o apoio do Ministério da Cultura para a aprovação da lei que criminaliza a homofobia. O pedido foi feito durante reunião entre a entidade e a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, ocorrida no dia 23 de março, em Brasília.A associação vem atuando de forma decisiva junto aos parlamentares para a aprovação desta lei. Segundo o presidente da ABGLT, Toni Reis, agora é o momento de mobilizar todas as esferas públicas e privadas nesta luta, sendo imprescindível a participação do Ministério da Cultura. O secretário Sérgio Mamberti reafirmou o papel do Ministério da Cultura na construção de um país para todos, compromisso assumido através do apoio às manifestações culturais da população GLTB. Um respaldo à demanda do movimento civil de construir uma sociedade mais justa, por meio da concessão dos direitos civis a esta população. A Frente Parlamentar pela Cidadania GLTB conta com a adesão de 200 parlamentares, entre senadores e deputados. O seu objetivo principal é aprovar leis que resgatem e legitimem a cidadania para homens e mulheres desse segmento.publicado por Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - RÁDIOS COMUNITÁRIAS

 
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO REALIZADO DIA 04 DE JUNHO DE 2007
PARA O DEBATE SOBRE RÁDIOS COMUNITÁRIAS FORAM CONVIDADOS:
JOEIDES PEREIRA - ANATEL
ANCELMO - RÁDIO AÇÃO
PAULO XAVIER - RÁDIO ALTO FALANTE
HÉLIO - FERCOM

MIGUEL FARIAS - APRESENTADOR

JOEIDES PEREIRA - ANATEL

PAULO XAVIER - RÁDIO ALTO FALANTE

HÉLIO GUABIRABA - PRESIDENTE DA FERCOM

MIGUEL FARIAS

JOEIDES E PAULO XAVIER

PAULO XAVIER E HÉLIO GUABIRABA

JOEIDES, PAULO XAVIER, HÉLIO GUABIRABA E ANSELMO MONTEIRO

NOSSO COMPANHEIRO IURI, ASSISTENTE DE PRODUÇÃO E O ADV. NOÉ DA FERCOM
EU E MARISTELA FARIAS, ENVIAMOS SOB FORMA DE E-MAIL, O TEXTO ABAIXO PARA OS DEPUTADOS FEDERAIS E PUBLICAREMOS TODAS AS RESPOSTAS (SE RECEBERMOS). "O direito à comunicação não pode ser compreendido como uma mera liberdade formal, mediante a qual somente quem possui dinheiro e influência perante os poderes oficiais pode prevalecer”, SENHORES DEPUTADOS, Já estamos na luta pela democratização dos meios de comunicação há 15 anos. Recebemos nossa concessão e depois de tantos esforços fomos assaltados nada menos de quatro vezes. Na última, nossos comunicadores ficaram amarrados dentro da casa e levaram TODOS os nossos equipamentos. Denunciamos quem..... o que agora não vem mais ao caso. Hoje tomamos equipamentos emprestados para não deixar a rádio fora do ar, porque acreditamos que a comunicação alternativa é a única maneira de formar uma massa crítica e reflexiva. Mas depois de 15 anos estamos cansados. Pelo engessamento, pela insegurança, pela falta de atenção ao trabalho feito pelos alternativos, em especial pelas rádios comunitárias, pela falta de uma política pública para o setor que não pode ter " comerciais", e que vive à míngua, exceto se forem atrelados a determinados grupos. Conversem conosco! Temos muito a dizer aos senhores sobre a situação das rádios comunitárias e a que elas se resumem, o que é uma pena! Lamentamos que as rádios comunitárias apenas sejam lembradas quando estão sendo fechadas em função de anomalias que não nos cabe discutir ou porque derrubam avião ou ainda porque "estão" nas mãos de traficantes. Senhores, a maioria das rádios estão em mãos que precisam apenas de um CAMINHO, QUE NÃO LHES É DADO. ELAS SERVEM APENAS PARA TRANSMITIREM MÚSICAS QUE NA MAIORIA DAS VEZES SÃO MASSIFICANTES E NADA DIZEM PARA FORMAÇÃO DE UMA AUDIÊNCIA REFLEXIVA. Achamos terrível, que neste momento que estamos passando, de reivindicações, de movimentos sociais ativos e políticas culturais de grande visão antropológica, sociológica, sabemos lá que nomes podemos dar, as RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTEJAM ALHEIAS A TODA ESSA MOVIMENTAÇÃO. CONVERSEM CONOSCO! POR FAVOR LEIAM! O presidente da Fundação Biblioteca Nacional e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Muniz Sodré, afirma que qualquer política cultural tem que rever os conceitos básicos de cultura e compreender sua complexidade. “Entender sobre o que se fala é o primeiro passo. Repensar e resignificar tudo deve ser o segundo" . E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO AUSENTES DO PROCESSO! Anita Simis, da Universidade do Estado de São Paulo, afirma que o papel do Estado não é o de dizer o que é cultura ou como ela tem que ser. Mas o Estado tem a função de regular mecanismos para ajustar o desenvolvimento da cultura, garantindo a autonomia democrática. Política Cultural em um universo de diversidade cultural é isso. Diversidade representa também a questão de classe. E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO AUSENTES DO PROCESSO POR FALTA DE APOIO! “Além disso, a questão da diversidade foi assumida enquanto chave para a elaboração de uma política cultural diferenciada. Sem voltar para os preceitos do estado desenvolvimentista, o Estado voltou a ter um papel a cumprir, no desenvolvimento econômico, no setor cultural, na regulação de economias da cultura, de árbitro, de legislador”, entende Anita Simis. E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO AINDA COPIANDO AS COMERCIAIS POR FALTA DE APOIO! Albino Rubim, coordenador do Enecult diz, contudo, que é preciso radicalizar mais. “Tivemos três tradições na história da gestão de política cultural no Brasil: a da ausência, a do autoritarismo e a da estabilidade. O Gil parte para o enfrentamento, mas com uma série de limitações”, enfatiza. Rubim, como a maioria de seus colegas acadêmicos, considerou falha a atuação do Ministério na apresentação da Ancinav. Eles consideram que as necessárias mudanças na regulação do audiovisual podem atrasar dez anos com a ofensiva da mídia contra a regulação da comunicação. E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS E SEUS COMUNICADORES, NEM CONSEGUEM LER UMA INFORMAÇÃO COMO ESTA, POR FALTA DE APOIO! A historiadora Lia Calabre disse que “A gestão atual do Minc realizou avanços significativos no sentido de colocar a cultura dentro da agenda política do governo, fez com que ela deixasse de ter um papel praticamente decorativo entre as políticas governamentais. Porém, novas questões colocam-se. O grande desafio é transformar esse complexo de ações em políticas que possam ter alguma garantia de continuidade nas próximas décadas”. MAS AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO DE FORA DESSA AGENDA GOVERNAMENTAL. O QUE SE DISCUTE É: LIBERA OU NÃO. FECHA, NÃO FECHA. Isaura Botelho, da Fundação Memorial da América Latina e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, avalia que o Ministério da Cultura deu início a um intenso processo de discussão e reorganização do papel do Estado na área cultural. “Houve um grande investimento no sentido de recuperação de seu orçamento e a discussão de mecanismos que possibilitassem uma melhor distribuição de seus poucos recursos em relação ao equilíbrio regional voltou a ser uma preocupação”,MAS AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS NÃO FAZEM E NEM DEVEM PROMOVER ESSA REFLEXÃO..... ELAS ESTÃO NAS BASES E A BASE NÃO PRECISA REFLETIR. E AS RADCOMS CONTINUAM SEM APOIO! Para o público, o rádio e depois a televisão se confundem com empreendimentos comerciais operados por organizações privadas, destituídas de qualquer compromisso com a prestação de serviços públicos.Tal situação impediu que se formasse na sociedade uma massa crítica capaz de impedir as empresas de radiodifusão de se utilizarem das concessões em benefício próprio. Articulados, quase sempre, com os grupos políticos mais conservadores, os concessionários tornaram-se, na prática, atores políticos decisivos para a vida institucional dos seus respectivos países. Ocuparam os espaços de partidos e de outras organizações sociais, realizando eles próprios a intermediação entre o Estado e a sociedade. Combinaram, com sucesso, poder econômico e político Esta frase nós lemos de um artigo do jornalista Laurindo Leal, com relaçao ao fechamento da RCTV E ele ainda diz mais:. Ao longo dos últimos anos, a comunicação alternativa cresceu e se consolidou e permitiu a ampliação da massa crítica." E EM NOSSO PAÍS, E, PRINCIPALMENTE EM NOSSO ESTADO? ONDE E QUAL O PAPEL DA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA, QUE É ENCARADA COMO UM NADA, SEM IMPORTÂNCIA ALGUMA. CONVERSEM CONOSCO! OUÇAM O QUE TEMOS A DIZER! NÃO BASTA LUTAR PELA ABERTURA DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS. É PRECISO E MUITO RÀPIDAMENTE, LUTAR PARA QUE OS COMUNICADORES POPULARES TENHAM DIGNIDADE DE ENCARAR SEU TRABALHO DENTRO DOS OBJETIVOS QUE O PRÓPRIO NOME JÁ SIMPLIFICA: C O M U N I T Á R I A... TENHO CERTEZA QUE OS COMUNICADORES POPULARES NÃO QUEREM ALUGAR SUAS RÁDIOS, MUITO MENOS VIVER DE JABÁ. DIGNIDADE JÁ PARA AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS! CHEGA DE ENCARÁ-LAS COMO "RADINHOS" DE COMUNICADORES QUE BRINCAM COM A CONSCIÊNCIA DOS OUTROS. A RADCOM TEM QUE TER OBJETIVOS CLAROS, NÃO MASSIFICANTES, EDUCATIVOS, MAS TÊM QUE SE MANTER E ISSO SOMENTE QUANDO FOREM ENCARADAS COMO FOCO DE UMA POLÍTICA PÚBLICA QUE NÃO A SUBESTIME. E NÃO ADIANTAM OS VELHOS CHAVÕES QUE ESTAMOS ACOSTUMADOS A OUVIR COM RELAÇÃO ÀS RÁDIOS COMUNITÁRIAS. QUEREMOS NOS ORGANIZAR NÃO APENAS PARA LEGALIZAR, QUEREMOS NOS ORGANIZAR PARA DAR DIGNIDADE AOS COMUNICADORES POPULARES E PROVOCAR REALMENTE UMA MUDANÇA QUALITATIVA NESSE TIPO DE COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA. LEGALIZAR APENAS É MOTE POLÍTICO. DEPOIS DE TANTOS ANOS, O DISCURSO TEM QUE SER OUTRO. TEM QUE COMEÇAR A TRATAR A RADCOM COM A VERDADEIRA IMPORTÂNCIA QUE ELA TEM. NÓS... DE NOSSA RÁDIO, ESTAMOS CANSADOS, MAS NÃO VAMOS PARAR PORQUE A PARTIR DE AGORA, NOSSA LUTA É OUTRA. DIGNIDADE JÁ PARA OS COMUNICADORES E PARA AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ATENCIOSAMENTE MIGUEL FARIAS MARISTELA FARIAS RUA DO AMPARO, 367 - CARMO - OLINDA - PERNAMBUCO CEP 53020-190
OLHA COMO É TRATADA A RÁDIO COMUNITÁRIA
O que é uma rádio comunitária?O Serviço de Radiodifusão Comunitária foi criado pela Lei 9.612, de 1998, regulamentada pelo Decreto 2.615 do mesmo ano. Trata-se de radiodifusão sonora, em freqüência modulada (FM), de baixa potência (25 Watts) e cobertura restrita a um raio de 1km a partir da antena transmissora. Podem explorar esse serviço somente associações e fundações comunitárias sem fins lucrativos, com sede na localidada da prestação do serviço. As estações de rádio comunitárias devem ter uma programação pluralista, sem qualquer tipo de censura, e devem ser abertas à expressão de todos os habitantes da região atendida. Como se habilitar para a prestação do Serviço de Radiodifusão Comunitária?Para o primeiro passo necessário à habilitação de emissoras de radiodifusão comunitária, as entidades competentes para pleitear tal Serviço, associações comunitárias e fundações também com essa finalidade, ambas sem fins lucrativos, deverão fazer constar em seus respectivos estatutos o objetivo "executar o Serviço de Radiodifusão Comunitária". Depois dessa providência, deverão as interessadas retirar da página na Internet do Ministério das Comunicações o "formulário de demonstração de interessa em instalar rádio comunitária" no seguinte endereço: Formulário A-1: esse formulário deve ser preenchido e enviado para o seguinte endereço, por via postal, em carta registrada:Ministério das ComunicaçõesSecretaria de Serviços de Comunicação EletrônicaDepartamento de Outorga de ServiçosEsplanada dos Ministérios, Bloco R, Anexo, Sala 300 - Ala OesteCEP: 70044-900Brasília - DF Após a efetivação do cadastro da interessada junto ao Ministério das Comunicações, a partir do recebimento do "formulário de demonstração de interesse em instalar rádio comunitária", será enviado um comunicado à requerente, com o intuito de informá-la acerca do número do seu respectivo processo. A partir daí, a interessada deverá aguardar a publicação no Diário Oficial da União dos "Avisos de Habilitação", nos quais haverá uma lista de municípios habilitados à prestação do Serviço de Radiodifusão Comunitária. Caso o Município da interessada esteja na lista, ela deverá apresentar ao seu processo os seguintes documentos, dentro do prazo estabelecido:- estatuto da entidade, devidamente registrado;- ata da constituição da entidade e eleição dos dirigentes, devidamente registrada;- prova de que seus diretores são brasileiros natos ou naturalizados há mais de 10 anos;- comprovação da maioridade dos diretores;- declaração assinada de cada diretor, comprometendo-se ao fiel cumprimento das normas estabelecidas para o Serviço;- manifestação em apoio à iniciativa, formulada por entidades associativas e comunitárias, legalmente constituídas e sediadas na área pretendida para a prestação do Serviço, e firmada por pessoas naturais ou jurídicas que tenham residência, domicílio ou sede nessa área.Após recebidos os documentos de todas as entidades candidatas a prestarem o Serviço de Radiodifusão Comunitária na localidade, o Ministério das Comunicações irá iniciar a análise dos processos. Como são escolhidas as entidades vencedoras?Os profissionais da Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica (SSCE) conferem se houve o cumprimento das exigências legais por parte das entidades interessadas em prestar o Serviço de Radiodifusão Comunitária. Caso exista apenas uma entidade com processo regular, o Ministério comunica ao requerente para que este encaminhe o projeto técnico da estação. Já para as localidades com mais de uma interessada em situação regular, caso não exista a possibilidade técnica de coexistência dessas emissoras, a SSCE propõe a associação entre as interessadas. Se não houver acordo, utiliza-se o critério da representatividade, que consiste na escolha da requerente que tiver mais manifestações de apoio da comunidade. Caso haja empate no caso da utilização desse último critério, o Ministério realizará um sorteio para escolher a entidade vencedora.Minha rádio foi autorizada pelo Ministério das Comunicações a funcionar. Já posso colocá-la no ar? Ainda não. Somente após a análise do Congresso Nacional e a publicação de um Decreto Legislativo, as rádios comunitárias recebem uma licença definitiva de funcionamento. Contudo, desde a publicação da Medida Provisória 2.143, o Ministério das Comunicações pode emitir uma licença provisória para funcionamento das rádios comunitárias se o Congresso não avaliar o respectivo processo dentro do prazo de 90 dias contado a partir da data do recebimento dos autos. Transcorrido esse prazo, a entidade deverá requerer ao MC a emissão da licença provisória. Como deve ser a programação de uma rádio comunitária? A programação diária de uma rádio comunitária deve conter informação, lazer, manifestações culturais, artísticas, folclóricas e tudo aquilo que possa contribuir para o desenvolvimento da comunidade, sem discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condições sociais. A programação deve respeitar sempre os valores éticos e sociais da pessoa e da família, prestar serviços de utilidade pública e contribuir para o aperfeiçoamento profissional nas áreas de atuação dos jornalistas e radialistas. Além disso, qualquer cidadão da comunidade beneficiada terá o direito de emitir opiniões sobre quaisquer assuntos abordados na programação da emissora, bem como manifestar idéias, propostas, sugestões, reclamações ou reivindicações.Como deve ser a publicidade nas rádios comunitárias?As prestadoras do Serviço de Radiodifusão Comunitária podem transmitir patrocínio sob a forma de apoio cultural, desde que restritos aos estabelecimentos situados na área da comunidade atendida. Entende-se por apoio cultural o pagamento dos custos relativos à transmissão da programação ou de um programa específico, sendo permitida, por parte da emissora que recebe o apoio, apenas veicular mensagens institucionais da entidade apoiadora, sem qualquer menção aos seus produtos ou serviços.O que não pode ser transmitido por uma rádio comunitária?É proibido a uma rádio comunitária utilizar a programação de qualquer outra emissora simultaneamente, a não ser quando houver expressa determinação do Governo Federal. Não poderá ela, também, em hipótese alguma: veicular qualquer tipo de defesa de doutrinas, idéias ou sistemas sectários; e inserir propaganda comercial, a não ser sob a forma de apoio cultural, de estabelecimentos localizados na sua área de cobertura. Em que freqüência funcionam as rádios comunitárias?A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definirá uma freqüência para ser utilizada pelas emissoras prestadoras do Serviço de Radiodifusão Comunitária em todo o País. Em caso de impossibilidade técnica quanto ao uso desse canal em determinada região, a Anatel designará um canal alternativo, que pode variar de 88 a 108 Mhz, em FM. Antes de adquirir os equipamentos para as suas respectivas rádios comunitárias, as interessadas deverão observar antes, no Plano Básico de Distribuição de Canais, qual a freqüência indicada para os seus Municípios. Por quanto tempo vale a autorização para a exploração de rádios comunitárias?A Lei 9.612 previa que a cada autorização para a execução do Serviço de Radiodifusão Comunitária teria validade de 3 anos. Contudo, a Lei 10.597, de 2002, ampliou esse prazo de 3 para 10 anos, renováveis por iguais períodos, se cumpridas as exigências legais vigentes. Qualquer um pode prestar o Serviços de Radiodifusão Comunitária?Não, apenas associações e fundações comunitárias que tenham esse objetivo em seus respectivos estatutos. A cada entidade será outorgada apenas uma autorização para a execução do Serviço de Radiodifusão Comunitária. Não podem obter essa outorga entidade prestadora de qualquer outra modalidade de serviço de radiodifusão ou entidade que tenha como integrantes de seus quadros de sócios e administradores pessoas que, nestas condições, participem de outra entidade detentora de outorga para a exploração de qualquer dos serviços mencionados.

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - TEM PRETO NA TELA

 
TEM PRETO NA TELA - PROGRAMA REALIZADO DIA 28 DE MAIO DE 2007 E APRESENTADO POR MIGUEL FARIAS CONVIDADOS: LÚCIA DOS PRAZERES - PRESIDENTE DO CENTRO DE EDUCAÇÃO MARIA DA CONCEIÇÃO NO MORRO DA CONCEIÇÃO - CASA AMARELA LÚCIA CRISPINIANO - YALORIXÁ E GRIÔ GUITINHO - DA NAÇÃO XAMBÁ E APRENDIZ DE GRIÔ LEPÊ CORREIA - PSICÓLOGO, ACUNPUTURISTA, PROFESSOR DA UFPE, ESCRITOR, POETA ETC. ETC..

MIGUEL FARIAS E GUITINHO DA NAÇÃO XAMBÁ

MIGUEL FARIAS, GUITINHO, LÚCIA CRISPINIANO, LÚCIA DOS PRAZERES

GUITINHO, LÚCIA CRISPINIANO, LÚCIA DOS PRAZERES E LEPÊ CORREIA

GUITINHO, AS DUAS LÚCIAS E LEPÊ

AS DUAS LÚCIAS E LEPÊ

Presença do negro na mídia é marcada pelo preconceito

http://www.comciencia.br/reportagens/negros/08.shtml

Há um ano, em 23 de novembro de 2002, o Jornal Nacional, transmitido pela Rede Globo e assistido diariamente por cerca de 40 milhões de pessoas, teve pela primeira vez um apresentador negro, o até então repórter, Heraldo Pereira. Na época, a emissora "preparou" o público para a primeira aparição de Pereira, em programas exibidos durante a semana anterior, fato que rendeu notícias em vários veículos nos dias posteriores. A Rede Globo é a emissora brasileira que concentra o maior número de repórteres negros. Mesmo assim, o número não chega a dez, de acordo com o jornalista, pesquisador e professor da Unesp de Bauru, Ricardo Alexino. A pequena parcela de negros na televisão vai além dos telejornais e pode ser observada também nas telenovelas. Segundo o cineasta Joel Zito Araújo, em seu livro A negação do Brasil (leia resenha), "o enfoque racial da televisão brasileira é resultado da incorporação do mito da democracia racial brasileira, da ideologia do branqueamento e do desejo de euro-norte-americanização de suas elites". A negação do Brasil se transformou em documentário no início do ano e uma das cópias foi entregue ao Ministro da Cultura, Gilberto Gil, numa tentativa de se abrir um diálogo para a questão e aumentar a participação dos negros na TV, que hoje não passa de 10%. "Existem mais negros na tevê dinamarquesa do que na brasileira", constata. Araújo lembra que na década de 60, os poucos atores negros que fizeram parte do elenco das novelas na Rede Tupi ou na Rede Globo representavam escravos (quando a novela era de época), "malandros" ou profissionais com baixo prestígio social, como empregadas domésticas ou motoristas. Na década de 70, o número de atores negros começou a aumentar, o que continuou ocorrendo nas décadas seguintes. Para o psicólogo e pesquisador Ricardo Franklin Ferreira, a presença dos negros na TV é fundamental para a construção de uma imagem de si mesmo. "Enquanto as crianças negras continuarem tendo somente mulheres brancas e loiras como conceito de beleza, como a Xuxa, elas terão dificuldades em aceitar suas qualidades", afirma. É o que Araújo chama de "ideologia de braqueamento", presente na televisão brasileira. A pequena parcela de profissionais negros na mídia não é uma característica só do meio televisivo. Dados da Comissão de Jornalistas pela Igualdade (Cojira), do Sindicato dos Jornalistas, mostram que a taxa de desemprego entre negros, em São Paulo, é 40% maior do que entre brancos, o que pode se refletir também no caso do desemprego entre os jornalistas negros. "As empresas de comunicação não são uma ilha de igualdade nesse mar de discriminação", descreve o Estatuto da Cojira. Essa situação tem reflexo também nos temas que são tratados pela imprensa. Imprensa direcionadaA reduzida cobertura de temas relacionados aos negros pela grande mídia foi percebida em 1996 pela revista Raça Brasil, o primeiro meio de comunicação impresso, de grande alcance, direcionado ao público negro. No seu lançamento, a revista atingiu uma tiragem de 280 mil exemplares, um fenômeno editorial (atualmente, a tiragem é de 50 mil exemplares). "O Brasil é um país racista, nós observamos e vivemos isso", afirma Conceição Lourenço, editora da Raça, cuja redação é composta só por negros. Ela considera que as revistas atuais não atendem os negros porque não são direcionadas a eles. "Isso é percebido principalmente na área de estética", completa. O sucesso da Raça causou o que Lourenço chama de revolução na publicidade. "As grandes marcas, principalmente de cosméticos, começaram a criar produtos para atender esse público negro, que até então parecia não existir. É a classe média negra, que ganha mais de 10 salários mínimos", afirma. Para Alexino, no entanto, falta muito para que a publicidade consiga dialogar com o público negro. "A imprensa progrediu, mas a publicidade não", afirma. Uma campanha considerada polêmica na publicidade foi a da multinacional Benetton, que teve como slogan United Colors (cores unidas). Esta foi alvo de muitas críticas. "Em maio de 1990, a campanha trouxe uma mulher negra amamentando uma criança branca, o que atiçou os ânimos do movimento negro e resultou em pichação de muitos outdoors da campanha com a frase: Mucamas, nunca mais", lembra Alexino. A imprensa direcionada a negros, produzida por negros e retomada pela revista Raça, data do início do século XX. Sentindo a impermeabilidade da "imprensa branca", um grupo de negros paulistas fundou, em 1915, uma imprensa alternativa. É o que a antropóloga Miriam Nicolau Ferrara, estudiosa do assunto, chama de "imprensa negra". Pela primeira vez o negro tornou-se o alvo de um conjunto de periódicos específicos, que se sucederam durante quase cinqüenta anos, até 1963, quando foram reprimidos pela ditadura. Os jornais da imprensa negra concentraram o seu noticiário apenas nos acontecimentos da comunidade, divulgando a produção dos seus intelectuais e não priorizando fatos de grande repercussão nacional e internacional (como as duas Grandes Guerras, a Coluna Prestes, entre outros). "Movimentos de militância, como a imprensa negra, foram e são formas de valorizar a cultura negra e de aumentar a sua auto-estima", afirma Ricardo Ferreira. Outra maneira de reforçar a identificação positiva é o aumento do número na política , o que gera uma conseqüente exposição na mídia. De acordo com Alexino, políticos negros tendem a se voltar para as questões dos negros, assim como pesquisadores tendem a trabalhar com questões do movimento negro na academia. Os avanços inicialmente sentidos nas esferas municipais, como a eleição do prefeito Celso Pitta em São Paulo, em 1997, e estaduais, como ascensão a governadora do Rio de Janeiro durante o ano de 2002 de Benedita da Silva, começam a ser percebidos também no Planalto. O Governo Lula tem quatro de seus ministros negros: Benedita da Silva, Gilberto Gil, Marina Silva e Matilde Ribeiro, além de Joaquim Benedito Barbosa Gomes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). No governo anterior, dos 77 ministros dos quatro tribunais superiores, havia apenas um negro, Carlos Alberto dos Reis, do Tribunal Superior do Trabalho. A maior participação dos negros no novo governo já pode ser percebida. Em outubro foi assinado o Protocolo de Intenções para Implementação do Programa de Fortalecimento Institucional para a Igualdade de Gênero e Raça, que prevê a criação de um programa de capacitação de gestores encarregados de definir políticas públicas que considerem fatores como gênero e cor no planejamento de metas e de ações governamentais. A busca e a conquista de mais espaços pelos negros na política e em outros setores da sociedade constitui um caminho de mão dupla. "Os negros na política servem como uma referência aos demais, faz com que eles acreditem que são capazes", afirma Ferreira. Além disso, com maior atuação política, a participação dos negros na mídia também aumenta. "O negro passa a se enxergar em áreas que antes não via, se aceita mais como negro. É uma espécie de estímulo", complementa Alexino. Assim, o negro também aumenta sua pressão para a entrada nessas áreas. A inserção do negro na "mídia branca""Continua o nosso reacionário: Por que motivo os negros, em grande maioria, moram nos cortiços? A resposta, asseguro-lhe, é muito fácil: a pouca valia que imprimem aos seus trabalhos; a pouca ou nenhuma cultura e a acentuada dolência dos seus passos; a inércia e a falta de vontade e iniciativa para uma reação na trilha do progresso, são as causas principais que obrigam os negros às misérias do cortiço." O trecho transcrito faz parte do editorial "Ironia de um congresso", do jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), publicado num domingo, 12 de janeiro de 1930. Trata-se de uma crítica ao movimento da Mocidade Negra, uma das manifestações características da época. Para Ferreira, a imagem negativa do negro é uma questão histórica e cultural. "Após a abolição, os negros foram jogados para fora do mercado de trabalho e passaram de escravos para desempregados, ociosos, inferiores. Nossa cultura construiu o negro numa condição submissa". A década de 30 foi marcada por reivindicações dos que lutavam para que assuntos de seu interesse fossem abordados na mídia e para que termos preconceituosos fossem dispensados dos textos jornalísticos. Nesse período, e nas décadas seguintes, o negro está presente na mídia com sua imagem comumente ligada à força muscular (esportes, principalmente o futebol), à música (samba) e a crimes (na seção policial). Antes disso, a presença dos negros nos jornais era um modo de legitimar a escravidão. "Falava-se apenas dos negros que estavam sendo procurados por terem fugido, daqueles que eram vendidos ou mesmo daqueles que, eventualmente, tinham cometido algum tipo de crime", afirma Alexino. Com a ditadura militar e a repressão à imprensa e aos movimentos sociais, nas décadas de 60 e 70, a cobertura das questões raciais pela imprensa se tornou ainda mais deficitária. "Mostrar questões raciais na grande mídia significava assumir que esses problemas existiam", afirma Alexino. Foi somente nos anos de redemocratização, vividos na década de 80, que a imprensa passou a mudar sua postura. Libertada da ditadura, assumiu um caráter denunciativo e o negro ganhou novos espaços na mídia. Tornaram-se comuns matérias que mostravam casos isolados de preconceito por racismo no mercado de trabalho, em lugares públicos, em condomínios fechados, em escolas, além dos casos de denúncia de violência contra negros. "A imprensa estava confusa naquele momento. Ao mesmo tempo em que noticiava atitudes que iam contra o movimento mundial para o fim do racismo, usava termos que faziam alusão negativa aos negros", afirma Alexino. Um exemplo da "confusão" citada por Alexino foi marcado na chamada de capa do Jornal do Brasil, em 15 de abril de 1988: "ONU põe Piquet e Senna na lista negra". Isso se deveu ao fato dos pilotos terem disputado o mundial de Fórmula 1 na África do Sul, contrariando o pedido da Organização das Nações Unidas (ONU), que tentava isolar o país para conseguir o fim do apartheid. O ano de 1988 foi marcado foi uma série de movimentações sociais resultantes do movimento negro e que, evidentemente, eram noticiados pelos diversos tipos de mídia. Além do movimento internacional liderado pela ONU para o fim do apartheid, no Brasil era comemorado o centenário da abolição da escravatura, a Campanha da Fraternidade tinha como tema o combate ao racismo e a vencedora do carnaval carioca foi a escola de samba Vila Isabel, que falou do movimento negro. A nova Constituição brasileira, também de 1988, passou a considerar o racismo como crime, o que foi regulamentado no ano seguinte, pela a Lei 7.716, do deputado negro Carlos Alberto Caó (por isso conhecida como "lei Caó"). "A partir de então, expressões que destacavam a cor de pele da pessoa citada, como: 'o bandido negro', sumiram das notícias, o que refletiu até nos manuais de redação", afirma Alexino

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A JUVENTUDE

 
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, REALIZADO DIA 21 DE MAIO DE 2007, APRESENTADO POR MIGUEL FARIAS
PRODUÇÃO MARISTELA FARIAS

CONVIDADOS:

ISABELLE ALBUQUERQUE . MAURO LIRA E UIRAPORAN, DA REPRESENTAÇÃO REGIONAL DO MINISTÉRIO DA CULTURA

MATEUS DOS PRAZERES, DO CENTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR DO MORRO DA CONCEIÇÃO

MIGUEL E ISABELLE ALBUQUERQUE

MIGUEL, ISABELLE E MAURO LIRA

NOSSO ASSISTENTE DE PRODUÇÃO, FRANCISCO E O CÂMERA DA TV NOVA E NOSSO AMIGO ITUPIRIAY CÂMERA DA TV NOVA

DE PÉ, PAULA GOLDD, SENTADA MÁRCIA, PRODUTORA DA RR MINC

MIGUEL FARIAS, ISABELLE, MAURO LIRA, UIRAPORAN E MATEUS DOS PRAZERES

UIRAPORAN, REPRESENTANTE DO IBURA E MATEUS DOS PRAZERES

UIRAPORAN

REPRES. DO IBURA E MATEUS

MAURO LIRA E UIRAPORAN

Juventude e periferia: um foco

na participação política

A participação política dos jovens tem sido uma constante, tanto como exercício quanto como debate, nas academias, no terceiro setor e também em âmbito governamental. O engajamento social da juventude resulta, hoje, em conquistas consideráveis, tanto no que diz respeito à construção de políticas públicas quanto na participação em setores diversos da sociedade. Na periferia, a presença do Movimento Hip Hop e a atuação de ONGs estão estreitamente relacionadas com o despertar dos jovens para a militância. A pesquisa “Juventude, juventudes: o que une e o que separa”, publicada em 2006 pela representação da UNESCO no Brasil, revela que 27,3% dos jovens brasileiros participam ou já participaram de alguma forma associativa, como movimentos sociais, ONGs, sindicatos, partidos políticos, grupos culturais e religiosos. Ao todo, são 13 milhões de jovens envolvidos apenas no Brasil. O estudo coordenado pelas sociólogas Mary Castro e Miriam Abramovay foi realizado em 26 estados, abrangendo cerca de 10 mil jovens de 15 a 29 anos.Para a socióloga Mary Castro não é adequado afirmar que a participação política da juventude hoje é inexpressiva: “É relativo falar que os jovens são alienados e apáticos. Também vale ressaltar que 62,5% dos jovens afirmam que acreditam na democracia. Então o que fica da pesquisa é que o jovem não participa mais porque tem críticas ao modo de fazer política vigente e não porque seja conservador, apático ou apolítico”, avalia.Ainda segundo a pesquisa, 32% dos jovens da classe A declaram participar de algum tipo de associação, índice este de 24,7% nas classes D e E. A pesquisadora destaca que devem ser considerados os diversos modos de participação política: “Muda o nível e o parâmetro de participação, sendo que os jovens de periferia são mais engajados no plano local, o que tem a ver com acesso ao conhecimento, condições de mobilidade e por limitações de estarem engajados na sobrevivência imediata, mas por outro lado se diversifica os tipos de participação, então é relativa tal comparação por classe ou lugar de residência. Há que de fato ter em mente que as limitações materiais impõem possibilidades de participação, mas não a tolhem completamente. É importante que as pessoas entendam que agir politicamente exige um esforço de tempo e na periferia isso não e tão possível. A participação política ocorre de maneiras diversas. Na perspectiva da periferia, as vias que têm representado uma atuação diferenciada para transformação social são os movimentos culturais, igrejas, os conselhos, associações comunitárias, ONGs, movimentos ambientalistas, o hip hop, o samba, o pagode e o rap, que proporcionam a socialização e a ocupação do espaço urbano, ampliando assim a possibilidade de discussões”, observa. O lugar que o jovem está no mundo favorece uma visão das coisas de um determinado ângulo. Os jovens da periferia estão diante dos problemas sociais e têm consciência da importância de uma transformação, ao passo que jovens de outros lugares, que já têm todos os seus direitos garantidos, muitas vezes não percebem que existem pessoas que precisam de um salário decente, moradia, saúde, informação, que são direitos básicos e não privilégios.

O Governo Federal inovou ao colocar na pauta pública as questões relativas aos jovens, tendo com marco a criação da Secretaria Nacional da Juventude, mobilizou os jovens dos movimentos Hip Hop, GLBT, meio-ambiente, cultural e estudantil , com o objetivo de apresentar a sociedade civil e ao poder público políticas públicas para juventude, pensadas pela própria juventude. O Lula desde o programa de governo demonstrou essa preocupação com a juventude. Até FHC não existia políticas específicas para a juventude e no governo Lula os jovens têm essa possibilidade de diálogo.

Para além de partidos políticos, os jovens têm representatividade nos conselhos e procuram saber a realidade em que vivem outros jovens no país e na cidade. A discussão estadual gira em torno do Plano Nacional de Juventude, muitas pessoas participaram das reuniões do Plano, mas essa mobilização ainda está em construção e vai demandar muito esforço. As lutas políticas das “juventudes” hoje são diversificadas e acompanham as demandas percebidas por cada segmento representativo: ambientalistas, jovens portadores de necessidades especiais, GLBT, entre vários. Há grandes demandas em áreas como educação, ensino médio, erradicação do analfabetismo, passe livre, meio passe, pelo direito de transitar pela cidade e conhecer o que ela tem a oferecer, trabalho, primeiro emprego, conseguir trabalhar com arte. Os grupos culturais demandam muito o reconhecimento como profissão e com isso a obtenção de renda. A promoção de igualdade racial, de gênero e o direito à livre orientação sexual também figuram entre as principais lutas políticas da juventude contemporânea.

No entanto não há um órgão que mobilize a juventude como um todo. As discussões são muito fragmentadas diante do poder público. Vários grupos fragmentados estão na cena reivindicando e tem ressonância para os órgãos governamentais, mas precisa haver uma união de idéias para conquistar políticas eficazes.

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - PANORAMA DO AUDIOVISUAL EM PERNAMBUCO

 

CONVIDADOS

GERALDO PINHO - DIRETOR DO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM EM PERNAMBUCO

MAURÍCIO JATOBÁ - DIRETOR DE PATROCÍNIO DA CHESF

IVANIA BARROS MELO - AESO

ADEMIR PAULO - CINEASTA E PRODUTOR DE TV

O evento – considerado um dos mais importantes no gênero - começa mesmo nesta sexta-feira, dia 20, com duas mostras paralelas, Mostra Petrobrás/Cine PE na Estrada e a Mostra de Filmes Abrindo Cabeças - O Ciclo do Cinema Novo. Durante o festival o CNC - Conselho Nacional de Cineclubes realizará um encontro de cineclubes e cineclubistas pernambucanos. (3407 bytes) Os documentários de longa-metragem Atabaques de Nzinga (RJ), de Octávio Bezerra, e O Senhor do Castelo (PB), de Marcus Villar - 'hors-concours' -, serão exibidos na próxima segunda-feira, dia 23 de abril, na abertura da mostra competitiva da 11ª edição do Cine PE Festival do Audiovisual, em Recife. Mas, na verdade, o evento – considerado um dos mais importantes no gênero - começa mesmo nesta sexta-feira, dia 20, com duas mostras paralelas, Mostra Petrobrás/Cine PE na Estrada e a Mostra de Filmes Abrindo Cabeças - O Ciclo do Cinema Novo. “Trata-se de uma contrapartida social que, a cada edição, o evento, em parceria com a Prefeitura do Recife, dá à população”, explicam os diretores do Cine PE, Sandra e Alfredo Bertini. O Festival promoverá exibições em diferentes espaços da cidade: Cine-Teatro Guararapes/Centro de Convenções de Pernambuco, Nascedouro de Peixinhos e Cinema da Fundaj. Além das mostras, serão realizados exposições, seminários, oficinas, reuniões e encontros de entidades. Confira a programação. O 11° Cine PE conta com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico Audiovisual (CTAv/SAV), do Governo do Estado de Pernambuco e da Prefeitura da Cidade do Recife, e patrocínio, da Petrobrás, Eletrobrás, Chesf, dentre outros, com o incentivo da Lei Rouanet. Filmes em Competição No total, serão apresentados 51 títulos, sendo 22 curtas, 16 longas e 13 vídeos digitais. Entre os sete longas selecionados para a mostra competitiva, dentre 56 inscritos (um recorde de inscrições), há uma produção pernambucana, o documentário O Côco, a Roda, o Pneu e o Farol, de Mariana Fortes. Cão sem Dono, de Beto Brant e Renato Ciasca (SP); Não Por Acaso, de Phillipe Barcinsky (SP); 5 Frações de uma Quase História, de Armando Mendz, Cris Azzi, Cristiano Abud, Guilherme Fiuza, Lucas Gontijo e Thales Bahia (MG); O Mundo em Duas Voltas, de David Schürmann (SP), e Os Doze Trabalhos, de Ricardo Elias (SP); completam a lista dos longas candidatos ao Prêmio Calunga. Serão exibidos, por noite, no Cine-Teatro Guararapes, de quatro a nove filmes, sendo que no sábado (dia 28) a programação vai começar mais cedo, às 18h, com a exibição do Projeto Revelando os Brasis - Mostra de Vídeos Pernambucanos e a Mostra Especial de Curtas-Metragens Pernambucanos. Documentários Regionais Três produções pernambucanas da segunda edição do Revelando os Brasis serão apresentadas no Cine-PE: Agreste Adentro, de Eduardo Morotó; Sonho de um Nordestino, de Genildo Bezerra dos Santos; e A Morte do Vaqueiro Raimundo Jacó, de Sônia Ferreira. Além dos vídeos de Pernambuco, Revelando os Brasis Ano II marcará presença no Festival com o documentário A Encomenda do Bicho Medonho, de André da Costa Pinto (Barra de São Miguel/Paraíba), selecionado para a Mostra Competitiva de Vídeos Digitais. A produção - que concorre nas categorias Melhor Vídeo, Melhor Direção e Melhor Montagem - também está na seleção de trabalhos que concorrem ao prêmio do júri popular pela Internet. A votação será realizada de 23 a 29 de abril no site do evento www.cine-pe.com.br Texto: Sérgio Bazi (Secretaria do Audiovisual do MinC)

http://cnc.utopia.com.br/tiki/tiki-read_article.php?articleId=93

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA

 
CONVIDADOS:
MÁRCIA SOUTO
SECRETÁRIA DE PATRIMÔNIO CIÊNCIA, CULTURA E TURISMO
VEREADOR LUPÉRCIO
CÂMARA MUNICIPAL DE OLINDA
VEREADOR BEBETO
CÂMARA MUNICIPAL DE OLINDA
MARIANA BORGES
CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA
Os representantes culturais de Olinda têm mais motivos para comemorar desde a última terça-feira (8). A data marca a sanção de duas leis que formarão o Sistema Municipal de Cultura. A primeira delas é a 5544/07, que cria o Conselho Municipal de Políticas Culturais, e a segunda, 5545/07, forma o Fundo Municipal de Cultura e o Programa Municipal de Incentivo à Cultura. A prefeita Luciana Santos sancionou a lei às 10h, no Palácio dos Governadores. O projeto foi aprovado, no último dia 10 de abril, por unanimidade, pelos vereadores da Câmara de Olinda. O Conselho Municipal de Política Cultural tem como um dos principais objetivos permitir a ampla participação da sociedade civil, assim como de esferas governamentais, na discussão e deliberação das políticas públicas municipais em matéria de cultura. A lei também visa facilitar o acesso aos bens artísticos e culturais, além de incentivar a produção no município. Com a medida, 2% do Imposto Sobre Serviços (ISS) será repassado para o Fundo Municipal de Cultura, que será financiador de projetos na cidade. Outras fontes como dotações e créditos, além de doações e legados, também serão transferidos como fonte de financiamento. O programa também vai obter custeamento pela modalidade do incentivo fiscal no valor de 1,5% também sobre o ISS. A iniciativa ainda prevê estimular a criação de redes para produção, divulgação e distribuição de produtos culturais, além de monitorar o sistema de informação para a preservação do patrimônio cultural da cidade. Firmados na Conferência Municipal de Cultura, em 2005, as medidas representam prioridades para a Prefeitura de Olinda na construção de um diálogo permanente com a sociedade. “Essa lei tem papel fundamental para consolidar a fluidez e os avanços da questão cultural na nossa cidade”, afirma a prefeita Luciana Santos. A classe artística, que participou da solenidade de sanção, falou com animação sobre o projeto. “Essa Lei representa um avanço para a classe artística no sentido de organização de planos e metas, além de termos mais incentivos”, afirmou o produtor musical Antônio de Souza. A produtora Mariana Borges concorda com o companheiro de trabalho e ainda destaca outros aspectos. “O Conselho tem papel fundamental para um melhor andamento do processo cultural, além da questão referente ao investimento e fiscalização das obras”, explica. Ela ainda chama atenção para que, com a Lei, os cidadãos e artistas se tornarão mais ativos na construção de uma cultura local mais forte e unida. http://www.olinda.pe.gov.br/portal/noticias.php?cod=1403 A secretaria do Patrimônio, Ciência, Cultura e Turismo de Olinda está com as inscrições abertas, até o próximo dia 17 de agosto, para as eleições nas quais serão escolhidos os 12 representantes da sociedade civil que farão parte do Conselho de Políticas Culturais da cidade. Depois de eleitos, esses delegados trabalharão ao lado de mais 12 membros das esferas governamentais do município para juntos, facilitarem para a comunidade o acesso aos bens artísticos e culturais, além de incentivar a produção no município. Assinadas pela prefeita Luciana Santos no mês de maio, as leis 554407 e 554507 criam o Sistema Municipal de Cultura, que é Formado pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais, Fundo Municipal de Cultural e pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura. O Conselho tem como um dos principais objetivos permitir a ampla participação da sociedade civil, assim como de esferas governamentais, na discussão e deliberação das políticas públicas municipais em matéria de cultura. A duração para cada mandato é de dois anos. Entre os principais deveres que estes primeiros representantes terão quando eleitos, destacam-se a criação do regimento interno do Conselho e a realização de diretrizes e propostas para formulação do cadastro cultural da cidade. O projeto ainda prevê estimular a criação de redes para produção, divulgação e distribuição de produtos culturais, além de monitorar o sistema de informação para a preservação do patrimônio cultural da cidade. Candidatos – Qualquer pessoa que atue na área cultural de Olinda pode se inscrever para concorrer a uma das 12 vagas oferecidas. É importante destacar que as pessoas que votarão também precisam ser inscrever. Para validar a participação no processo, o candidato deve comparecer, até o dia 17 de agosto, na Diretoria de Cultura de Olinda, localizada na rua do São Bento, 160, entre às 8h30 e 13h30. Para se inscrever, é preciso levar currículo, cópia simples de CPF, RG e comprovante de residência de Olinda. Na seqüência, a secretaria do Patrimônio, Ciência, Cultura e Turismo realizará uma plenária, com data ainda a ser definida, na qual todos os candidatos, além de duas propostas, serão apresentados para a sociedade. Outras informações através do 3439-2700. http://www.olinda.pe.gov.br/portal/noticias.php?cod=1528

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

DIGNIDADE JÁ PARA AS RADIOS COMUNITÁRIAS E COMUNICADORES POPULARES

"O direito à comunicação não pode ser compreendido como uma mera liberdade formal, mediante a qual somente quem possui dinheiro e influência perante os poderes oficiais pode prevalecer”,

EU E A MARISTELA FARIAS ENVIAMOS PARA OS DEPUTADOS FEDERAIS O E-MAIL A SEGUIR E PUBLICAREMOS TODAS AS RESPOSTAS QUE RECEBERMOS. ESTÁ POSTADO NOS SEGUINTES BLOGS: http://maristelafarias.spaces.live.com/ http://miguelradioa.spaces.live.com/


Senhores (a) Deputados (a),

Já estamos na luta pela democratização dos meios de comunicação há 15 anos. Recebemos nossa concessão e depois de tantos esforços fomos assaltados nada menos de quatro vezes. Na última, nossos comunicadores ficaram amarrados dentro da casa e levaram TODOS os nossos equipamentos. Denunciamos quem..... o que agora não vem mais ao caso. Hoje tomamos equipamentos empretados para não deixar a rádio fora do ar, porque acreditamos que a comunicação alternativa é a única maneira de formar uma massa crítica e reflexiva. Mas depois de 15 anos estamos cansados. Pelo engessamento, pela insegurança, pela falta de atenção ao trabalho feito pelos comunicadores populares, em especial as rádios comunitárias, pela falta de uma política pública para o setor que não pode ter " comerciais", e que vive à míngua, exceto se forem atrelados a determinados grupos. Conversem conosco! Temos muito a dizer aos senhores sobre a situação das rádios comunitárias e a que elas se resumem, o que é uma pena! Lamentamos que as rádios comunitárias apenas sejam lembradas quando estão sendo fechadas em função de anomalias que não nos cabe discutir ou porque derrubam avião ou ainda porque está nas mãos de traficantes. Senhores, a maioria das rádios estão em mãos que precisam apenas de um CAMINHO, QUE NÃO LHES É DADO. ELAS SERVEM APENAS PARA TRANSMITIREM MÚSICAS QUE NA MAIORIA DAS VEZES SÃO MASSIFICANTES E NADA DIZEMPARA FORMAÇÃO DE UMA AUDIÊNCIA REFLEXIVA. Achamos terrível, que neste momento que estamos passando, de reivindicações, de movimentos sociais ativos e políticas culturais alcançam visão antropológica, as RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTEJAM ALHEIAS A TODA ESSA MOVIMENTAÇÃO. CONVERSEM CONOSCO!POR FAVOR LEIAM!
O presidente da Fundação Biblioteca Nacional e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Muniz Sodré, afirma que qualquer política cultural tem que rever os conceitos básicos de cultura e compreender sua complexidade. “Entender sobre o que se fala é o primeiro passo. Repensar e resignificar tudo deve ser o segundo" . E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO AUSENTES DO PROCESSO!
Anita Simis, da Universidade do Estado de São Paulo, afirma que o papel do Estado não é o de dizer o que é cultura ou como ela tem que ser. Mas o Estado tem a função de regular mecanismos para ajustar o desenvolvimento da cultura, garantindo a autonomia democrática. Política Cultural em um universo de diversidade cultural é isso. Diversidade representa também a questão de classe. E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO AUSENTES DO PROCESSO POR FALTA DE APOIO!
“Além disso, a questão da diversidade foi assumida enquanto chave para a elaboração de uma política cultural diferenciada. Sem voltar para os preceitos do estado desenvolvimentista, o Estado voltou a ter um papel a cumprir, no desenvolvimento econômico, no setor cultural, na regulação de economias da cultura, de árbitro, de legislador”, entende Anita Simis. E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO AINDA COPIANDO AS COMERCIAIS POR FALTA DE APOIO!
Albino Rubim, coordenador do Enecult diz, contudo, que é preciso radicalizar mais. “Tivemos três tradições na história da gestão de política cultural no Brasil: a da ausência, a do autoritarismo e a da estabilidade. O Gil parte para o enfrentamento, mas com uma série de limitações”, enfatiza. Rubim, como a maioria de seus colegas acadêmicos, considerou falha a atuação do Ministério na apresentação da Ancinav. Eles consideram que as necessárias mudanças na regulação do audiovisual podem atrasar dez anos com a ofensiva da mídia contra a regulação da comunicação. E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS E SEUS COMUNICADORES, NEM CONSEGUEM LER UMA INFORMAÇÃO COMO ESTA, POR FALTA DE APOIO!
A historiadora Lia Calabre disse que “A gestão atual do Minc realizou avanços significativos no sentido de colocar a cultura dentro da agenda política do governo, fez com que ela deixasse de ter um papel praticamente decorativo entre as políticas governamentais. Porém, novas questões colocam-se. O grande desafio é transformar esse complexo de ações em políticas que possam ter alguma garantia de continuidade nas próximas décadas”. MAS AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS ESTÃO DE FORA DESSA AGENDA GOVERNAMENTAL. O QUE SE DISCUTE É: LIBERA OU NÃO. FECHA, NÃO FECHA.
Isaura Botelho, da Fundação Memorial da América Latina e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, avalia que o Ministério da Cultura deu início a um intenso processo de discussão e reorganização do papel do Estado na área cultural. “Houve um grande investimento no sentido de recuperação de seu orçamento e a discussão de mecanismos que possibilitassem uma melhor distribuição de seus poucos recursos em relação ao equilíbrio regional voltou a ser uma preocupação”,MAS AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS NÃO FAZEM E NEM DEVEM PROMOVER ESSA REFLEXÃO..... ELAS ESTÃO NAS BASES E A BASE NÃO PRECISA REFLETIR. MAS AS RADCOMS CONTINUAM SEM APOIO!
Para o público, o rádio e depois a televisão se confundem com empreendimentos comerciais operados por organizações privadas, destituídas de qualquer compromisso com a prestação de serviços públicos. Tal situação impediu que se formasse na sociedade uma massa crítica capaz de impedir as empresas de radiodifusão de se utilizarem das concessões em benefício próprio. Articulados, quase sempre, com os grupos políticos mais conservadores, os concessionários tornaram-se, na prática, atores políticos decisivos para a vida institucional dos seus respectivos países. Ocuparam os espaços de partidos e de outras organizações sociais, realizando eles próprios a intermediação entre o Estado e a sociedade. Combinaram, com sucesso, poder econômico e político, esta frase nós lemos de um artigo do jornalista Laurindo Leal, com relaçao ao fechamento da RCTV e ele ainda diz mais:. Ao longo dos últimos anos, a comunicação alternativa cresceu e se consolidou e permitiu a ampliação da massa crítica." E EM NOSSO PAÍS, E, PRINCIPALMENTE EM NOSSO ESTADO? ONDE E QUAL O PAPEL DA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA, QUE É ENCARADA COMO UM NADA, SEM IMPORTÂNCIA ALGUMA.
CONVERSEM CONOSCO! OUÇAM O QUE TEMOS A DIZER!
NÃO BASTA LUTAR PELA ABERTURA DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS. É PRECISO E MUITO RÁPIDAMENTE, LUTAR PARA QUE OS COMUNICADORES POPULARES TENHAM DIGNIDADE DE ENCARAR SEU TRABALHO DENTRO DOS OBJETIVOS QUE O PRÓPRIO NOME JÁ SIMPLIFICA:C O M U N I T Á R I A...
TENHO CERTEZA QUE OS COMUNICADORES POPULARES NÃO QUEREM ALUGAR SUAS RÁDIOS, MUITO MENOS VIVER DE JABÁ. DIGNIDADE JÁ PARA AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS!
CHEGA DE ENCARÁ-LAS COMO "RADINHOS" DE COMUNICADORES QUE BRINCAM COM A CONSCIÊNCIA DOS OUTROS.
A RADCOM TEM QUE TER OBJETIVOS CLAROS, NÃO MASSIFICANTES, EDUCATIVOS, MAS TÊM QUE SE MANTER E ISSO SOMENTE QUANDO FOREM ENCARADAS COMO FOCO DE UMA POLÍTICA PÚBLICA QUE NÃO A SUBESTIME.
E NÃO ADIANTAM OS VELHOS CHAVÕES QUE ESTAMOS ACOSTUMADOS A OUVIR COM RELAÇÃO ÀS RÁDIOS COMUNITÁRIAS. QUEREMOS NOS ORGANIZAR NÃO APENAS PARA LEGALIZAR, QUEREMOS NOS ORGANIZAR PARA DAR DIGNIDADE AOS COMUNICADORES POPULARES E PROVOCAR REALMENTE UMA MUDANÇA QUALITATIVA NESSE TIPO DE COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA. LEGALIZAR APENAS É MOTE POLÍTICO. DEPOIS DE TANTOS ANOS, O DISCURSO TEM QUE SER OUTRO. TEM QUE COMEÇAR A TRATAR A RADCOM COM A VERDADEIRA IMPORTÂNCIA QUE ELA TEM.
NÓS... DE NOSSA RÁDIO, ESTAMOS CANSADOS, MAS NÃO VAMOS PARAR PORQUE A PARTIR DE AGORA, NOSSA LUTA É OUTRA.
DIGNIDADE JÁ PARA OS COMUNICADORES E PARA AS RÁDIOS COMUNITÁRIASA

ATENCIOSAMENTE
MIGUEL FARIAS
MARISTELA FARIAS
RUA DO AMPARO, 367 - CARMO - OLINDA - PERNAMBUCO
CEP 53020-190

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Domingo, 10 de Junho de 2007

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA TV  http://programaliberdadedeexpressaonatv.blogspot.com/

POR QUE A MÚSICA PERNAMBUCANA NÃO TOCA DE FORMA DIVERSA, NAS RÁDIOS LOCAIS?
ESTAMOS COM O VÍDEO DESTE PROGRAMA PARA POSTAR NO BLOG
CONVIDADOS:
ROGÉRIO DO BOMSUCESSO SAMBA CLUBE
ALEXE MONO - ARTICULAÇÃO MUSICAL DE PERNAMBUCO - AMP
PUBLIUS LENTULUS - GERENTE OPERACIONAL DE MÚSICA DA PCR
RODRIGO CORTEZ - DIRETOR DE COMUNICAÇÃO POPULAR DA PCR
PIRATARIA
ESTAMOS COM VÍDEO PARA POSTAR NO BLOG
CONVIDADOS:
JOEIDES PEREIRA - ANATEL
MARCELO POMPI - BANDA KARFAX
TECA CARLOS - DIRETORA FUNDARPE
JOÁO MACHADO - GRAVADORA BLACKOUT
MEIOS ALTERNATIVOS
ONI - BANDA FACES DO SUBÚRBIO
JARMESSON - COQUETEL MOLOTOV
BAIXINHO BRAUN E SÍLVIO VALOIS - BANDA PRESSÃO SANGUÍNEA 

June 28

SEMINÁRIO "DIVERSIDADE CULTURAL"

27.06.07
Discurso do ministro Gilberto Gil na cerimônia de abertura do Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural
 
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Caros colegas da Cultura, ministros e autoridades máximas da Cultura,
Caros artistas e pensadores do Brasil e cidadãos do mundo aqui presentes,
Meus amigos e minhas amigas, irmãos das Américas, gente do Norte, da Central, do Caribe, do Sul, saúdo a todos.
Gostaria de cumprimentar nossos parceiros do Mercosul Cultural, caros Secretários de Estado da Cultura, caros dirigentes de instituições culturais, caros organizadores, moderadores e debatedores do Seminário Internacional da Diversidade Cultural.

Que tenhamos hoje aqui um bom dia.

Falo a vocês com grande alegria, pois nos encontramos reunidos como países desta mesma América, embora de culturas e sociedades muito diversas, que habitam este território vasto. Até por isso, pela enorme diversidade, somos um hemisfério americano.

As boas vindas dada a todas as delegações e convidados, aos nossos povos do Brasil e do mundo, servem para convocar os presentes para que façam deste encontro em Brasília um espaço de formulação, articulação e debate que, com certeza, terá muitas repercussões. A emissão de ondas digitais em rede deve mover muitos outros pontos deste continente, e espero que os que estão virtualmente aqui presentes também produzam suas idéias e formulem políticas sobre o que discutimos aqui. Estamos organizando este seminário para materializar a contribuição brasileira à agenda de trabalho e cooperação cultural da OEA. Esperamos que o capítulo que se afirma aqui seja o dos direitos culturais, inscrito, este capítulo, entre as prioridades de povos, dos Estados e das políticas públicas.

Este é o espaço da concentração de iniciativas e idéias e de acompanhamento crítico de nossas políticas pela sociedade civil. Essa é a possibilidade de trocas que está aberta, o intercâmbio das melhores práticas entre os países, em benefício de todas as Américas, para a valorização da diversidade cultural. Espero que o princípio de complementaridade entre cultura e natureza, que nos ensina a mais alta tecnologia dos povos indígenas, seja obedecido aqui por nós, em nossas conversas e nas políticas que estamos formulando. Diversidade cultural como origem da América, como fundamento e condição perene.

Trata-se, então, de discutir formas de assegurar a incorporação plena dos diversos aportes culturais dos povos que compõem este mundo. Somos o resultado da combinação de uma infinidade de tradições e aportes lingüístico-culturais. Se são muitos os “muitos mundos” que formam nosso múltiplo globo terrestre — uma globalidade bastante diferenciada, que combina uma infinidade de tradições e formações lingüístico-étnicas — é também porque há muitos futuros possíveis para todos nós. Praticamos hoje uma fala múltipla, que há muito ecoa deste continente. Talvez a expressão “diversidade cultural” venha a dar nome ao que sempre se viveu aqui, esse fractal de identidades desde a origem desta América, ainda quando ela era a idéia de um novo mundo, uma imagem fantástica na qual projetaram-se os sonhos e os impulsos utópicos.

Essas culturas e imaginários americanos devem ser entendidos aqui como os elementos fundantes de um projeto de emancipação, auto-determinação e liberdade de toda a humanidade. Para nós brasileiros, isso é claro como a luz do sol que nos ilumina.

Ao longo de três dias vamos diagnosticar desafios e missões inconclusas, novos problemas que necessitarão de novas soluções e que, por sua vez, trarão novos problemas. Faremos práticas e faremos teoria. As sociedades dos países em desenvolvimento têm, por exemplo, práticas que trazem formas novas de democratização e compartilhamento, formas que vêm inovando em usos diferenciados de tecnologia. Há muita teoria para transformar em práticas concretas, mas também práticas inovadoras das quais podemos extrair conceitos novos, que podem se transformar em uma teoria atual e produtiva.

Há cerca de quinze anos, finada a guerra fria, falava-se da perda da importância dos Estados na formulação de políticas para o desenvolvimento. Dizia-se que as forças auto-reguladoras do mercado poderiam promover pluralidade, liberdade e diversidade em nome do interesse público e do desenvolvimento social. Esse discurso hegemônico não durou muito, mas causou grandes danos às instituições culturais. Quem não sabe disso? Muitas foram desativadas, incentivos foram suspensos, comunidades abandonadas, mercados culturais foram desregulados e predados. A conseqüência disso foi a supressão da pluralidade nas produções, nas telas, nas rádios, nos meios de comunicação, na circulação e na presença social da cultura. Na área do cinema, muitos países em desenvolvimento viram suas produções desaparecer das telas de cinema, após a demolição de seus institutos. Mas o prognóstico do fim da história não se confirmou e a política hoje ressurge em muitas novas formas, atualizada em sua capilaridade, ganhando importância no agenciamento das diferenças, promovendo novos direitos dos homens frente às tecnologias, reconhecendo modos de existência simbólica e criando formas mais saudáveis de resolver conflitos. A luta pela diversidade é um fenômeno que emerge desse processo e hoje ela quer se tornar uma convenção entre os nossos povos, um acordo, um pacto de exercício do multilateralismo.

Como nunca, as multidões que emergem, neste início de Século XXI, querem uma cidadania plena e realizam isso tornando-se sujeitos de sua própria história, sujeitos de sua própria memória, DJs de suas próprias músicas – capazes de produzir e remixar a narrativa de suas vidas. Mais do que nunca, as populações não querem só o direito elementar à alimentação e à educação básica e massiva, ou o acesso de via única ao que o Estado define como Cultura. Essa multidão quer consumir e produzir de forma diferenciada, quer lazer qualificado e o seu direito de viver com seus sistemas de crenças e valores autônomos, gozando de sua plena liberdade.

Durante as últimas semanas e meses, vimos confirmar-se o marco dessa afirmação cultural na agenda internacional. Foi com a recente aprovação da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade Cultural. Há poucos dias, organizada pela Unesco, em Paris, foi realizada a primeira Conferência das Partes, reunindo mais de 50 países em sua seção inaugural de negociações. Treze países das Américas já assinaram a Convenção e participaram dessa Conferência. Em breve, espero, seremos muitos outros. Nossa grande alegria pelo Brasil ter a honra de participar do Comitê Intergovernamental, ao lado de outros 23 países, agora converte-se na responsabilidade de quem obteve o mandato para iniciar a tradução desse tratado em parâmetros e procedimentos que consagrarão os princípios gerais do que foi a Convenção.

Quero reconhecer aqui o trabalho do nosso Congresso Nacional na ratificação da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade Cultural.

A aprovação da Convenção foi um marco histórico. A experiência que vivemos hoje é semelhante ao que viveram, no passado recente, os defensores da agenda ambiental. No início pareciam catastrofistas, uma minoria de radicais criticando práticas tradicionais de governos e de escolhas orçamentárias que punham o mundo em risco; os chatos que perturbavam o sono aparentemente tranqüilo da boa sociedade. Hoje o tema ganha seu relevo desastroso, convocando até o Comitê de Segurança da ONU para sua esfera de ação. A humanidade, ela mesma, percebe pelos próprios olhos, ouvidos e demais sentidos do corpo que o modelo de desenvolvimento empregado até então está sufocando a todos e privando-nos do ar que respiramos, tornando nossas cidades sujas, produzindo vidas menos saudáveis, verões mais quentes e invernos mais secos e escuros. Tornando a biodiversidade das florestas uma monocultura empobrecida e letal para a vida. E quanto tempo demoramos para sentir isso? Será que algo não poderia ter sido feito antes?

Línguas, saberes tradicionais e crenças são recursos não renováveis depois de extintos, sistemas complexos que não são renovados por novas plantações. Não há como isolar princípios ativos ou genes que sejam capazes de reviver, no futuro, em procedimentos sintéticos e laboratoriais, a riqueza viva de construções semânticas e simbólicas. Assim como expulsar populações com complexos turísticos e fazer de vilas e centros históricos territórios de uso restritivo e de exploração econômica, tudo isso cria ciclos não reversíveis de degradação dos valores culturais. Essas populações não voltam a viver da forma como viviam depois da febre passada, suas construções e técnicas tradicionais herdadas de gerações dão lugar à precariedade habitacional das favelas. Assim como cinematografias nacionais – após o desmonte de legislações de incentivo – levam décadas para se reerguer, e nem sempre retomam boas tradições estéticas e de linguagem surgidas no passado. Assim como o impacto da separação entre cultura e educação produz uma multidão de não-leitores, de desinteressados em cinema nacional, de analfabetos visuais, e uma série de insuficiências formativas, que resultam na falta de acesso a direitos culturais e às experiências estéticas. E isso, mesmo que haja uma democracia consolidada e vigorosa, levará gerações para ser revertido, se é que pode ser, efetivamente revertido.

Apenas com instrumentos concretos no âmbito global poderemos falar em metas plausíveis e tangíveis de promoção da diversidade e da qualidade de vida. Essas metas que nos permitirão, em breve, avaliar se avançamos de fato na direção de algo próximo a um “Protocolo de Kyoto” da Cultura. Talvez cheguemos a conclusão de que níveis de uniformização e homogeneização no mercado cultural são mensuráveis como níveis de monóxido de carbono no ar. Devemos, a partir de agora, interpretar a qualidade vida de nossos povos de forma mais ampla, incorporando desde já o acesso à cultura como parte da sua avaliação geral. Devemos discutir o crescimento econômico sem deixar de levar em conta as economias da cultura e sua enorme capacidade de geração de emprego e ocupação, numa época pós-industrial. Devemos discutir como tornar essas economias sustentáveis e como estabelecer marcos regulatórios sob esses novos paradigmas. Deveríamos, em breve, incorporar mecanismos de compensação para o “impacto cultural” de grandes obras de infra-estrutura, requalificando o desenvolvimento das comunidades afetadas por elas. Em breve, esperamos que bancos e instituições financiadoras do desenvolvimento em nosso continente incorporem essa avaliação de impacto tanto cultural quanto ambiental.

Necessitamos de novos papéis para o Estado, é verdade. E isso se manifesta na construção de novos modos de apoio à cultura que a sociedade produz de forma autônoma e livre. Novos formatos de Estado que apoiem a sociedade civil ao acompanharem suas necessidades de desenvolvimento cotidiano, criando formas permanentes de participação da sociedade na formulação destas políticas públicas. Um Estado que evite tutelas e que promova a crescente autonomia e sustentabilidade dos grupos culturais, que considere as suas comunidades como forças constitutivas de suas instituições políticas. Mais do que nunca, é necessário reconhecer as tecnologias que a sociedade desenvolveu como de interesse público.

Foi essa a nossa iniciativa, por exemplo, ao construir no Brasil um programa chamado “Cultura Viva”, com seus “Pontos de Cultura”. Um programa que reconhece a juventude como protagonista, como formuladora de novos mundos culturais e artísticos, como foco decisivo de políticas culturais. Penso especialmente nas tecnologias sociais, nos museus e espaços de memória que surgem em favelas, nos grupos culturais de resistência, nos educadores de rua que recuperam a auto-estima e a dignidade das crianças pela valorização da experiência estética, do corpo e da mente. A sociedade atuou e inventou formas de associação e de solidariedade na ausência do Estado e foram essas iniciativas que despertaram muitos contextos de miséria para a necessidade de políticas públicas e de serviços, para a reversão de sua situação de vulnerabilidade, e gerando uma verdadeira rede de atendimento e promoção social.

Nesse contexto de exclusão é que a sociedade deve ser a protagonista no processo de auto-inclusão. Não há como falar mais em um modelo de Estado apenas, nem de um modelo único de democracia, ou de qualquer outro regime político. Devemos aceitar que a diversidade cultural também exige modelos de instituições, legislações e práticas políticas diferenciadas, que elas devem conviver em harmonia e cooperação, garantindo a paz em nossa região e reversão de todo tipo de violência. Hoje, a guerra se tornou injustificável, não podemos permitir que ela seja a tônica dominante no interior de nossas nações, em conflitos sociais beligerantes, assim como precisamos estancar essa ferida aberta no processo civilizatório. Acreditamos na OEA como um lugar onde estas diferenças possam existir e conviver, nos demovendo de qualquer conflito de civilizações ou de imposições de valores sobre outros valores.

As demandas culturais constituem uma plataforma de todas as sociedades, sejam as dos países ricos — com a sua militância de liberdade de troca pela Internet e desenvolvimento das interfaces tecnológicas —, sejam as dos países em desenvolvimento — pelo direito a uma educação de qualidade e acesso ao conhecimento gerado. Seja a dos países pobres, que lutam para ter as condições de vida mais elementares, sem deixar de incluir o direito às demandas humanas mais complexas, a da vida e da existência simbólica. Esta é a reivindicação de uma distribuição de riquezas que permita o desenvolvimento combinado de todos.

Aqui no Brasil, afirmamos que se deve atendimento aos mais pobres tanto no plano material, como fez o Bolsa Família, como no plano cultural, pois só essa combinação é que se tornará o elemento decisivo para a verdadeira emancipação. A economia produz riqueza. A cultura é o modo pelo qual a riqueza se produz e, ao mesmo tempo, se distribui. E esta é a meta de emancipação dos grupos que foram desfavorecidos pelos muitos projetos de crescimento e de desenvolvimento, processos que geraram riquezas, mas que não distribuíram riqueza, que instauraram a pobreza gritante que reina e que deve ser vista para além das necessidades de ajuda imediata e de assistência paliativa.

Quero dizer aqui para que todos nos ouçam: tenho a certeza de que a Convenção da Unesco não sairá do papel sem a ação concreta de nós todos. Só a vontade política real dos Estados e a participação da sociedade civil no interior deles é que farão da letra do texto uma formação concreta e uma disposição comum de promoção dessa diversidade. Por isso, é chegada a hora de discutirmos meios e formas de implementar políticas realmente eficazes na promoção da diversidade.

Caros Ministros e representantes de Ministérios da Cultura, quero destacar e levantar algumas pautas que, pela sua emergência, podem ser discutidas aqui:

Primeiro: a construção de políticas abrangentes, que tomem a cultura em seu sentido mais amplo, do estético ao antropológico. Para superar enfoques exclusivos nas artes e incluir manifestações populacionais que reflitam o conceito de diversidade, com finalidade no atendimento dos artistas, mas da sociedade como um todo, em toda a sua complexidade.

Segundo: gerar políticas culturais que contribuam com o sistema educacional, devendo participar efetivamente das políticas de escolarização e formação, que tornem a cultura presente na vida de professores e crianças, jovens e adultos, garantindo um amplo repertório cultural a serviço de uma educação de qualidade em nossos países.

Terceiro: reconhecer a formação cultural e lingüística de nosso continente, sua complexidade semântica, fonética e sintática, já que é formada pelas diversas línguas ameríndias, européias e africanas que se encontraram e se separaram em comunidades de falantes, assim como o reconhecimento da diversidade dos novos falares formados por torções lingüísticas de populações migrantes e imigrantes.

Quarto: incorporar imediatamente aos sistemas de comunicação, como a televisão e os outros fenômenos que se tornaram centrais na cultura mundial de hoje, nossos potenciais como produtores e consumidores de programação e conteúdos. Incorporar as TVs Públicas como estruturas decisivas para as políticas culturais, projetando suas articulações com a Internet e com a possibilidade contemporânea de inverter a lógica da cultura de massa “de um conteúdo para muitos espectadores”, que tem sido a lógica até aqui dominante, colocando no lugar o lema: “muitos conteúdos para cada espectador”.

Devemos pensar a televisão digital, neste sentido, como uma tecnologia que poderá ampliar o acesso e aumentará a demanda por conteúdos de todos os países. Devemos preparar nossos países para ser grandes produtores de conteúdo. É preciso fortalecer um sistema público de comunicação que se diferencie e seja controlado pelas sociedades - com autonomia e capacidade de aportar conteúdo representativo de nossa diversidade regional e da diversidade interna de nossos países, incorporando o incentivo à produção local e regional. Diversidade não apenas entre nações, mas regiões, meso-regiões e micro-regiões.

Quinto: desenvolver a economia da cultura como setor estratégico para o desenvolvimento, promoção da autonomia e da inovação; estimular as pequenas empresas culturais e impedir monopólios econômicos que causam efeitos de censura privada e de restrição à democracia. Superar positivamente as indústrias culturais e seu caráter restritivo e homogeneizador, e estabelecer marcos regulatórios para a cultura florescente como uma economia pós-industrial. Comprometer os estados com as economias culturais das festas, feiras, e outros circuitos informais, nesse sentido, e pensar a emergente Economia da Cultura que necessita de políticas de desenvolvimento.


Sexto: ampliar o emprego do termo tecnologia, incorporar ao reconhecimento dos conhecimentos tradicionais a sua consideração como tecnologias fundamentais para os povos tradicionais, para os povos indígenas, mas também para as demais coletividades que são formadas por contribuições significativas dessas culturas. Agregar a preservação da imaterialidade dos saberes e a concessão de propriedade aos povos que a originaram, garantindo seus interesses econômicos e políticos.


Pois os Estados têm uma enorme dívida para com as populações indígenas do continente, bem como face aos quadros ecológicos e os recursos bióticos que constituem o contexto de exercício e reprodução das culturas e nações indígenas. Culturas formadoras de nossas identidades e que possuem uma grande sofisticação simbólica, arquitetônica e estética por tudo isso devem ser reconhecidas formalmente pelas nossas instituições culturais e jurídicas.

Essas populações — isoladas, em contato ou integradas —precisam ter a autonomia e o direito à auto-determinação e à liberdade de serem índios ou de se relacionarem em diversos níveis com a pós-modernidade ocidental. Aos povos indígenas não cabe mais a velha escolha oferecida pela modernidade ocidental, a opção unilateral da instrumentalização pela integração na economia ou a supressão total. É preciso, neste sentido, inverter a falsa hierarquia dos conhecimentos e saberes tradicionais, até hoje sem o mesmo reconhecimento dos saberes bacharelescos e universitários. Uma política de combate ao uso ilícito, não autorizado e com fins comerciais do patrimônio imaterial coletivo, dos saberes e conhecimentos das coletividades. Precisamos constituir uma política universitária do hemisfério americano para o nosso imenso patrimônio etnológico e arqueológico, a memória viva e soterrada da ocupação indígena, e suas múltiplas contribuições realmente originais na organização de nosso vasto território, grande parte dele ainda em estudo e investigação.

Sétimo: preservar e pesquisar a pré-história de nosso continente, mudando as visões, tal como até aqui foram ensinadas, numa perspectiva ainda fortemente colonial. Trazer à tona a ocupação de nosso território americano antes mesmo da colonização e formação dos Estados nacionais. Cooperar na busca de nossas origens comuns como fato histórico fundante e na descoberta das raízes profundas e reveladoras de nossa identidade contemporânea, dos valores estéticos e perceptivos, assim como das nossas origens e valores humanos, superando a intolerância e a incapacidade de ver o outro.


Oitavo: estabelecer políticas culturais afirmativas, para reverter as marcas e resíduos sociais da escravidão; relativizar a unilateralidade dos sistemas meritocráticos, que são feitos abstratamente, sem a devida consideração histórica, evitando mecanismos pós-coloniais de repor velhas exclusões. Incorporar as milhões de pessoas aos programas de formação, aquisição cultural e educação de qualidade e de capacitação. Republicanizar o mérito, valorizando as vocações e talentos, e democratizando os acúmulos pelos pequenos e grandes acessos, dando garantias sociais ao patrimônio das famílias e das instituições. Promover a integridade e a transmissão do patrimônio acumulado de geração a geração, de pai para filho.


A constituição plena de nossas repúblicas não pode ser feita de forma abstrata, a-histórica, com cidadanias plenas, mas abstratas, desconhecendo séculos de desigualdades transmitidas e acumuladas. Como se pudéssemos zerar o jogo das heranças e sofrimentos, produtos da escravidão ou do genocídio indígena, em nome dos legítimos ideais republicanos com os quais todos nós concordamos. É por isso que me pergunto se podemos fazer o discurso da meritocracia em abstrato e esquecer o que a escravidão ainda representa em cada esquina, em cada favela e em cada relação social de nossa América. Neste sentido, políticas afirmativas são ainda necessárias e importantes para justiça social e para consolidação republicana.


Nono: rever, regular e limitar os mecanismos de proteção a direitos autorais, assim como as tecnologias de proteção (como as DRM, que protegem autores e, na prática, limitam o acesso ao conhecimento e liberdade de troca pela Internet). Estabelecer políticas culturais que contribuam para que os direitos de autor e dos investidores estejam em equilíbrio com os direitos de acesso e de uso justo. Propor que a Convenção da Unesco seja considerada, também por outros órgãos do sistema ONU, como a Organização Mundial da Propriedade Intelectual na redação de seus tratados e convenções que afetam as possibilidades de acesso à cultura. Garantir a finalidade educacional aos estudantes e professores e seu direito de acessar conteúdo culturais sem as leis rígidas que impedem o uso dos bens culturais sem fins lucrativos.


Quando me perguntam por que decidi me tornar Ministro da Cultura do meu país, costumo dizer que uma das razões foi a descoberta de que não poderia me desfazer inteiramente dos meus direitos de artista e que não poderia mais fazer o que quisesse com uma música criada por mim mesmo. Sei que alguns Ministérios da Cultura não têm territorialidade institucional sobre o tema, nós temos. Nós a temos no Brasil. Mas é impensável hoje uma política cultural que não incorpore a regulação de direitos autorais em sua agenda.

Décimo: caracterizar a paz, hoje, em nosso continente, como um valor cultural, assim como a democracia e a liberdade que identificam nosso território americano. Valorizar nossas diferenças, pré-condição de nossa diversidade cultural, racionalizando e mediando nossos conflitos realmente existentes.

Esta é a nossa agenda de debates atual, ou é assim que nós brasileiros a enxergamos. Quero, enfim, celebrar a possibilidade e a necessidade de reunir sob um mesmo repertório de questões todos vocês, atores culturais e aqueles que são responsáveis por políticas governamentais. Estamos a poucos dias dos Jogos Panamericanos, que a maravilhosa cidade do Rio de Janeiro vai sediar, recebendo delegações esportivas do Hemisfério Americano. Todo ele. Será mais uma demonstração do vigor do nosso esporte e de nossa cultura, de nossas relações competitivas e colaborativas. Assim como começou ontem a Copa América de Futebol, na Venezuela, onde o talento do corpo, da ginga e do futebol vai confirmar mais uma vez nossa vocação para a produção da beleza, do jogo, da amizade e da brincadeira. Tão características nossas, do nosso hemisfério americano.

Caro André Frenette, aproveito para enaltecer a Comissão Interamericana de Cultura da Organização dos Estados Americanos, a CIC, e o trabalho que o Canadá vem fazendo na presidência do comitê, instância de intercâmbio, troca de experiências em políticas públicas e representante mor da possibilidade de exercer a diversidade cultural nos países das Américas.

O Seminário é também uma oportunidade de aprofundar o debate dentro do Brasil, apoiando a sociedade civil brasileira no seu processo de apropriação do conceito de diversidade. Nosso debate estará sendo acompanhado por milhares de pessoas por meio da televisão e da Internet. Queremos assim praticar nosso ideal de transparência e republicanismo ao fazer o debate cultural publicamente, fora dos gabinetes, nos espaços comuns, onde a política deve ser feita. Este é um processo multi-lateral, poli-cêntrico, sem um núcleo emissor, um exemplo realizável e realizado do que queremos para os processo culturais. Pois é só organizando a discussão de forma cada vez mais descentralizada e horizontal que chegaremos à sedimentação da cultura na agenda do desenvolvimento.

Então, que seja assim. Vamos ao debate, vamos aos conceitos e preconceitos sobre diversidade cultural e seus desafios contemporâneos. Uma vez mais, irradiaremos, aqui reunidos, inspirações de pluralismo, em memória dos ladrilhadores e semeadores, aventureiros, de muitos credos e religiosidades, línguas e sangues que compuseram e compõem nosso acervo de culturas, nosso grande banco de dados e mistérios que fazem todos nós americanos. Vamos ao debate. Vamos à diversidade cultural a partir da diversidade de idéias.

Muito obrigado!

 

Dez pontos para pensar a Diversidade Cultural

por Rodrigo savazoniem 27/06/2007 15:01 Última modificação 27/06/2007 15:01

Ao término de seu discurso, o ministro da Cultura Gilberto Gil listou dez pontos para a elaboração de uma política de promoção da diversidade cultural no continente, como contribuição ao debate.
No blog oficial do encontro, a blogueira Bianca Santana faz um resumo dos dez tópicos:

"1. construção de políticas abrangentes que tomem a cultura em sentido amplo, de estético a antropológico;

2. gerar políticas culturais que contribuam com o sistema educacional;

3. reconhecer a formação cultural e lingüística do continente;

4. incorporar sistemas de comunicação que potencializem a produção de conteúdo por todos. Colocar o lema: muitos conteúdos para cada espectador;

5. desenvolver a economia da cultura;

6. ampliar o termo de tecnologia, para que abranja a tecnologia produzida pelos povos tradicionais e demais coletividades. Tirar a hierarquia da relação entres os diferentes saberes;

7. preservar e pesquisar a pré-história de nosso continente. Mudar a visão colonial que temos da nossa história;

8. estabelecer políticas culturais afirmativas para reverter as marcas da escravidão, abandoando o discurso abstrato da meritocracia;

9. rever, regular e limitar a proteção a direitos autorais. O direito de autores e investidores deve estar em equilíbrio com o direito de acesso;

10: caracterizar a paz como valor cultural, assim como é a liberdade e a democracia.


 
 

Dez pontos para pensar a Diversidade Cultural

por Rodrigo savazoniem 27/06/2007 15:01 Última modificação 27/06/2007 15:01

Ao término de seu discurso, o ministro da Cultura Gilberto Gil listou dez pontos para a elaboração de uma política de promoção da diversidade cultural no continente, como contribuição ao debate.
No blog oficial do encontro, a blogueira Bianca Santana faz um resumo dos dez tópicos:

"1. construção de políticas abrangentes que tomem a cultura em sentido amplo, de estético a antropológico;

2. gerar políticas culturais que contribuam com o sistema educacional;

3. reconhecer a formação cultural e lingüística do continente;

4. incorporar sistemas de comunicação que potencializem a produção de conteúdo por todos. Colocar o lema: muitos conteúdos para cada espectador;

5. desenvolver a economia da cultura;

6. ampliar o termo de tecnologia, para que abranja a tecnologia produzida pelos povos tradicionais e demais coletividades. Tirar a hierarquia da relação entres os diferentes saberes;

7. preservar e pesquisar a pré-história de nosso continente. Mudar a visão colonial que temos da nossa história;

8. estabelecer políticas culturais afirmativas para reverter as marcas da escravidão, abandoando o discurso abstrato da meritocracia;

9. rever, regular e limitar a proteção a direitos autorais. O direito de autores e investidores deve estar em equilíbrio com o direito de acesso;

10: caracterizar a paz como valor cultural, assim como é a liberdade e a democracia.

 
RÁDIO NOVA FM